Informar é preciso

Informar é preciso

Em que pese a relevância da informação, mostrar a vida financeira dos candidatos a cargos eletivos é de extrema importância à opinião pública e ao eleitorado. Cada cidadão, que pretende ir às urnas para votar, deve estar consciente sobre as posses do seu escolhido, não como parâmetro para saber se ele tem bens suficientes para tocar sua vida sem precisar se abastecer por meios ilícitos, para se enriquecer, mas para confrontá-lo posteriormente em futuros pleitos. Refletir justamente sobre as condições em que esse candidato se encontra e como vai ser mais adiante é no mínimo o que cada eleitor deve pensar, antes de apertar o sim. Difícil fazer prognósticos, mas nunca é demais fiscalizar.
É preciso estar atento, também, a candidatos conhecidos que dizem não ter bens a declarar, quando seu patrimônio pessoal é conhecido. Pelo menos de forma prática, mesmo não tendo nada registrado em seu nome. Muitos, evidentemente, não têm nada a declarar mesmo, mas esses são fáceis de identificar. Talvez a grande questão, nisso tudo, são os bens declarados por outros, principalmente familiares. Esposa, filhos e filhas, marido, entre outros parentes próximos. Ninguém precisa bisbilhotar a vida de ninguém, mas o que é público, como o registro de bens do candidato, deve e precisa ser conhecido.
Esse é um princípio básico do conhecimento e da disponibilidade de cada político em se manter de forma íntegra, sem cair na tentação do dinheiro fácil. Espera-se, daqui para frente, que isso mude e ninguém mais precisa provar que tem o que não tem. E, principalmente, o que não tem, mas tem.

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