ECOS DE UMA TRAGÉDIA: Sem AVCB, museu faz prevenção

ECOS DE UMA TRAGÉDIA: Sem AVCB, museu faz prevenção

Antonio Claudio Bontorim
LIMEIRA
claudio.bontorim@tribunadelimeira.com.br

Após o incêndio, que consumiu 90% do acervo histórico e de pesquisas do Museu Nacional do Rio de Janeiro, na noite do último domingo, 2, na capital carioca, todos os municípios que dispõe desse tipo de instituição ficaram em alerta. E em Limeira não foi diferente. O Museu Histórico e Pedagógico Major José Levy Sobrinho, que tem um acervo de 6.376 peças catalogadas, e parte delas em reserva técnica, criado por lei em 1964 e inaugurado em 1973, é um exemplo dessa preocupação. Ainda sem AVCB (Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros), de acordo com o que revelou à Tribuna de Limeira, a museóloga Letícia França e a diretora de Cultura, Janaina Luz, da Secretaria de Cultura, “que está sendo regularizado em função de novas normas, divulgadas recentemente”, a instituição possui extintores, sensores de incêndio e higrômetros (equipamentos utilizados para medir a umidade de gases ou do ar) e faz ações preventivas predial periodicamente.
Reinaugurado às pressas em maio de 2016, último ano do governo Paulo Hadich (PSB) e inacabado, após sete anos de paralisação nas obras de recuperação, o museu retomou suas atividades, porém de forma incompleta. De acordo com Letícia e Janaína, há treinamentos periódicos para atuar na prevenção de catástrofes e funcionários que possuem o curso de brigadista. A reserva técnica do museu, acomodada nas dependências da estação ferroviária, conforme mostrou a Tribuna em fevereiro do ano passado, além de documentos do Centro de Memória do Município, também são alvos de preocupação.  “O espaço tem a função primordial de guarda do acervo, acondicionado adequadamente e conservado, permitindo que a cidade tenha sua história documentada e preservada”, lembraram, afirmando que são condições mínimas de segurança e controle ambiental para que danos sejam evitados, prolongando a sua integridade física pelo maior tempo possível. “Por isso o acesso à essa reserva técnica é restrito a alguns funcionários do museu”, afirmaram.
Segundo Letícia e Janaína, as peças da reserva técnica poderão voltar ao museu em outras exposições, conforme a temática em que a peça possa ser inserida. “O museu, desde a sua reinauguração vem com a proposta de que a exposição principal seja de média duração, dando visibilidade para todo o acervo ao trocar essa exposição, possibilitando que o público retorne para ver algo novo”, contaram. “Nós estamos garantindo a conservação desse acervo, tanto o técnico como o exposto, para o acesso ao público a esses objetos”, finalizaram.

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