BENS DECLARADOS: Variação chega a 16.000% em um caso

BENS DECLARADOS: Variação chega a 16.000% em um caso

Antonio Claudio Bontorim
LIMEIRA
claudio.bontorim@tribunadelimeira.com.br

Variações para mais e para menos também. Algumas até bastante irrealistas, mas que não deixam de ser curiosas, em se tratando do registro de bens dos candidatos locais, tanto a Assembleia Legislativa como a Câmara Federal. Os exemplos mais claros dessa situação estão nos registros dos candidatos Murilo Félix, então no PDT e Rafael Camargo (MDB), ambos os candidatos a deputado estadual. Murilo foi de nenhum bem declarado, na eleição municipal de 2016, quando substituiu o pai, Silvio Félix (PDT), para R$ 4,78 mi, neste ano, conforme registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e mostrado pela Tribuna de Limeira em sua edição passada. Neste caso não há parâmetros porcentuais. Já Rafael Camargo, foi de R$ 5.750,00, em 2016, quando foi candidato a vereador, para R$ 943.188,00 agora em 2018, num acréscimo de 16.000%. De 2014 para 2016, entretanto, quando foi candidato a deputado estadual, pelo então PMDB, ele teve um decréscimo no patrimônio, que caiu de R$ 502.295,96, para os R$ 5.750,00, da ordem de 98,5%. Para o levantamento, a Tribuna cruzou os nomes dos candidatos nas últimas eleições, de 2014 e 2016, em que se repetem.
Segundo os registros no site do TSE, o candidato à reeleição a deputado federal Miguel Lombardi, dispunha, em 2014, quando concorreu pela primeira vez ao cargo de um montante em bens declarados de R$ 403.500,00, passando agora para R$ 1.358.921,84, mostrando crescimento da ordem de 236,8%. Já Kleber Leite, que em 2014 concorreu a deputado federal pelo PRB, apresentou registro de bens de R$ 268.800,00 naquele ano e, neste, também concorrendo à Câmara Federal, agora pelo PRTB, foi a R$ 700.000,00, apresentando crescimento porcentual da ordem de 160,4%. Outro candidato que apresentou crescimento, de 2016 para 2018, foi Jorge de Freitas, quando disputou pelo PEN e foi eleito a uma vaga na Câmara de Vereadores. Freitas foi de R$ 205.000,00 a R$ 325.000,00, ou seja, 58,5% a mais.
Em 2014, conforme consta dos registros do TSE, o candidato a vereador André Moises (PSB), declarou R$ 87.479,00 e, neste ano, candidato a deputado estadual, agora pela DC, registrou R$ 97.518,85 em bens, com variação positiva de 11,5%. Já o candidato do PT à Câmara Federal, Wilson Cerqueira, que declarou como candidato a vereador em 2016, R$ 116.142,82, manteve-se no mesmo patamar, com o mesmo valor. Outros candidatos, entretanto, tiveram decréscimo em suas declarações. É o caso do candidato a deputado estadual pelo PT, Claudio Marques, que em 2016 nas eleições municipais, como candidato a prefeito declarou R$ 7.821,00, nesta está declarando R$ 4.000,00, uma variação negativa de 48,9%. Já a vereadora Carolina Pontes (PSDB), que declarou R$ 400.000,00, em 2016, como candidata a deputada estadual está declarando R$ 146.467,00, também com variação negativa de 63,4%.
Outras três candidatas que concorreram às eleições municipais em 2016, ao cargo de vereadora, também apresentaram decréscimo em seus registros de bens ou nada declararam. Lívia Lazaneo, do PSOL, declarou, há dois anos, R$ 1.396,25 e, neste ano, nada registrou. Já a vereadora Mayra Costa, registrou a maior queda em bens declarados. Em 2016, quando se candidatou à Câmara de Limeira, registrou R$ 2.354.915,50 e, neste ano, como candidata a deputada estadual, registrou R$ 135.216,13. Neste caso a queda no patrimônio declarado foi de 94,25%. Já Rita Manuela Mattos dos Santos, candidata a deputada federal pelo Patriota, nada declarou, assim como em 2016, quando se candidatou a vereadora pelo PEN.

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