Até quando o ódio

Até quando o ódio

À medida que as eleições vão se aproximando, aumenta o uso das redes sociais, em configurações desalentadoras, desfilando ódio, intolerância e preocupações apenas com o candidato alheio, em vez de tratar do próprio candidato. Em vez de fazer campanha própria, ao candidato escolhido ou de seu partido, muitos – não digo a maioria, mas boa parte daqueles que deveriam estar zelando pelo bom andamento da campanha – preferem a desconstrução do outro. Elegem um alvo e atiram, esquecendo-se de propagar as qualidades de seu candidato.
Esse tipo de tiroteio já se mostrou inócuo e as balas ricocheteiam e voltam contra os próprios atiradores. Portanto, é preciso cuidado e mirar na construção e não na desconstrução. Mais e mais se dissemina a divisão entre as correntes partidárias, que acaba levando junto os mais incautos, que compram um discurso que não condiz com a realidade. Com fatos, que não têm argumentos suficientes para torna-los, de fato, uma verdade explícita. O ponto e o contraponto deixam de existir e se transformam em guerra de palavras, quando não que leva às vias de fato. O que só estimula o aumento em torno da retórica belicista e não é saudável e nem representa a condição humana. São muitas versões de um único embate, cujo único objetivo é a busca pelo poder político. Sua reconquista, para os que deles estão longe; sua manutenção, para os que o detém e sua conquista, para os que estão fora desse círculo. Mais uma vez se confia na percepção do eleitor, para que ele entenda os discursos e saiba diferenciar mentirosos, enganadores e desqualificados daqueles quem têm propostas. E que essa confiança, espera-se, seja configurada nas urnas.

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