Editorial

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Evitável. E necessário

O desabamento de uma ponte em Gênova, Itália, no último dia 14, que já contabiliza mais de quatro dezenas de mortos, é um exemplo clássico da desatenção das autoridades com a manutenção de obras de arte públicas. Além do temporal que caia na hora da queda e a estrutura frágil da ponte Morandi, construída em 1967, há muito era reclamado sobre uma manutenção preventiva. Mesmo porque, agora, a ponte será demolida totalmente, como já vinham pregando engenheiros italianos. O que é preciso lembrar e isso já diz respeito a todos nós é justamente sobre a conservação e manutenção de bens públicos, em especial os mais antigos e que são importantes para a mobilidade urbana, como era a Morandi.
Por aqui é o viaduto Jânio Quadros, o mais antigo de Limeira hoje e praticamente com a mesma idade da ponte italiana, precisa ser tratado com carinho. Importante ligação entre a principal entrada da cidade, o Bairro Boa Vista e o Centro da cidade, há muito tempo não se fala em manutenção e estudos para diagnosticar possíveis problemas estruturais que possa ter e, dessa forma, prevenir qualquer situação mais drástica. Entre a Morandi e o Viaduto Jânio Quadros há vários continentes de distância, mas o fundamento básico dessas necessidades – manutenção preventiva – não são muito diferentes do Velho Continente para a América. Por isso precisa ser sempre lembrado.
Matéria nesta edição da Tribuna de Limeira traz um pouco da história do Jânio Quadros e como está sua estrutura física, que de acordo com a Prefeitura de Limeira, passou por vistoria recente é deve ter novo laudo em setembro. Nunca é tarde para lembrar que prevenção nunca é demais.

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