Banco de leite pede doadoras

Banco de leite pede doadoras

ESTOQUE BAIXO

Unidade, que pertence à Santa Casa, não tem estoque para atender a demanda da UTI Neonatal

Antonio Claudio Bontorim
LIMEIRA
claudio.bontorim@tribunadelimeira.com
.br

Com dados que mostram que apenas 40% das mães amamentam seus filhos no Brasil, a situação dos bancos de leite de hospitais e maternidades estão sempre abaixo do esperado. E não é diferente com Limeira, cujo banco de leite, que pertence e é gerido com recursos próprios pela Santa Casa, para atender a UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) Neonatal, está com seu volume de leite baixo, necessitando de doadoras. A informação é da gerente do Banco de Leite da Santa Casa, Adriana Bayeux, que falou à Tribuna de Limeira, afirmando que infelizmente essa é uma triste realidade no país. De acordo com ela, além de Limeira, o Banco de Leite da Santa Casa atende municípios vizinhos, pois é o único nessa região.
Segundo Adriana, hoje, para suprir as necessidades dos bebês internatos na UTI Neonatal da Santa Casa, seriam necessários cerca de 100 litros de leite humano doados por mês. “Sempre que podemos, orientamos às mães, através da equipe especializada do banco de leite, para que sejam doadoras e nos ajudem com nossos estoques. Hoje o volume mensal de coleta é de 30 litros”, lembrou. Essa doação, conforme explicou à Tribuna a gerente do Banco de Leite, depende da produção láctea de cada doadora. “Não temos, hoje, um número específico de mães, nessas condições, que vêm até a Santa Cada para fazer a doação e, portanto, quanto mais doadoras tivermos, mais leite coletado teremos”, afirmou. Ainda de acordo com Adriana, “não há estoque de leite humano, pois todo o volume doado é processado, isto é, pasteurizado, e distribuído aos bebes da Neonatal que mais necessitam”, afirmou.

EXCEDENTE
Adriana Bayeux disse que a doadora doa somente o leite excedente, após alimentar o seu bebe. “Ela realiza a ordenha, após higienizar a mama de acordo com as orientações passadas pela equipe do Banco de leite, armazena o leite em vidro próprio disponibilizado também pelo Banco de leite e coloca no freezer”, explicou, para em seguida completar: “o leite humano pode ser armazenado por até quinze dias antes de ser pasteurizado e doado ao bebe que dele se alimentará”. Além disso, a produção de leite humano é importante, quando há necessidade de apoio e orientação para realizar a amamentação. Hoje, de acordo com ela, o Banco de Leite tem uma média de 50 doadoras por mês, também de outras cidades da região que precisam do produto. “Americana, Cordeirópolis, Iracemápolis, Americana, Santa Bárbara, estão entre as cidades que atendemos, por sermos referência regional”, contou.
A OMS (Organização Mundial de Saúde) e o Ministério da Saúde preconizam que a amamentação deve acontecer de forma exclusiva até o sexto mês de vida do bebe e seguir com a introdução de outros alimentos, de acordo com orientação do pediatra, até o segundo ano de vida. “Mas infelizmente, como eu disse, os índices de amamentação no país são muito baixos, mas é preciso tentar reverter essa situação e mostrar às mães, que não pretendem e não querem amamentar, a importância desse gesto”, lembrou, para finalizar: “temos que levar a orientação correta e o necessário apoio ao processo de amamentar, entendendo e atuando com as dificuldades que essas mães possam apresentar”.

Comitê quer aumento na taxa de aleitamento

Criado pela vereadora Erika Tank (PR), o Comitê Municipal de Aleitamento Materno e Alimentação Complementar Saudável tomou posse no último dia 6, no Edifício Prada. A lei, de 2016, foi regulamente pelo prefeito Mario Botion (PSD), no último mês de abril. Vinculado à Secretaria de Saúde, o Comitê tem o objetivo de aumentar a taxa de aleitamento materno em Limeira e, assim, diminuir o índice de mortalidade e morbidade materno-infantil. Além disso, terá como meta o incentivo à ampliação da captação de leite materno por meio de doações.
Integram o Comitê a própria vereadora, além de Mariana Aparecida Rodrigues Valente, da Prefeitura; Adriana Bayeux da Silva, do Banco de Leite da Santa Casa; Cibele de Souza Gianechini, da Secretaria de Comunicação Social; Márcia Cristina Granzoto Torricelli, da OAB (Ordem de Advogados do Brasil) Limeira; Lilia Maria Alves Gomes, do Setor de Nutrição da Secretária de Saúde e Vanderléia Aparecida Serrano Diogo, o Serviço Social do Ceprosom. E, ainda, as especialistas área de aleitamento materno, saúde da gestante e do recém-nascido, as médicas Maria de Fátima Nery Perboni, Marlene Ondani e Patrícia Schiavon, do Hospital Medical; Adriana Cristina de Lara e Kalina Isabel da Silva, do Hospital Humanitária; Fatima Henrique Lotufo e Soraia Drago Menconi, da Santa Casta e Ângela Cristina Lima Fujita, do Hospital Unimed.
Na última terça-feira, 14, o comitê se reuniu pela primeira vez, e elegeu como coordenadora do grupo a neonatologista da Santa Casa e especialista em amamentação, Soraia Drago Menconi, além da enfermeira e coordenadora da UBS (Unidade Básica de Saúde) do Jardim Nova Suíça, Mariana Aparecida Rodrigues Valente, e a jornalista da Secretaria de Comunicação Social, Cibele de Souza Gianechini, respectivamente, subcoordenadora e secretária do órgão. (Antonio Claudio Bontorim)

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