IFDM: Limeira cai 28 posições em ranking de desenvolvimento

IFDM: Limeira cai 28 posições em ranking de desenvolvimento

Antonio Claudio Bontorim
LIMEIRA
claudio.bontorim@tribunadelimeira.com.br

A Firjan (Federação das Indústrias do Rio de Janeiro) divulgou, no último dia 28, o Relatório do IFDM (Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal) 2018, tendo como ano base 2016. No relatório, Limeira ocupa a 61ª posição no Estado de SP e a 104ª no Brasil, com o índice de 0.8451. Uma queda drástica em relação ao ano base de 2014, que apontava o município como 33º no Estado e 61º no país, com 0.8684. O IFDM monitora 5.471 municípios em todo o país. Louveira, na Região de Jundiaí, manteve a liderança no índice pelo segundo ano consecutivo, com 0.9006. “Foi a única cidade a registrar índice acima de 0.9. Já o último colocado, Ipixuna, no Amazonas, apresentou apenas 0.3214, influenciada pela pior nota em saúde, devido a falta de atendimento básico de qualidade”, diz o relatório.
Segundo o Relatório IFDM 2018, Limeira apresentou alto índice de desenvolvimento nas áreas de educação e saúde, com 0.9551 e 0.8795, respectivamente, e moderado em emprego e renda, com 0.7006. Na Região ficou atrás de Campinas (49º), Iracemápolis (33º) e São Carlos (19º). E a frente de Araras (79º), Americana (81º), Santa Bárbara D’Oeste (86º), Cordeirópolis (93º), Piracicaba (95º) e Rio Claro (103º). “O país precisou de oito anos (de 2006 a 2013) para elevar 103 municípios aos graus alto e moderado de desenvolvimento em emprego e renda; para, nos três anos seguintes, excluir 936 municípios desses patamares mais elevados. Isso mostra o quanto a crise foi severa”, disse o coordenador de Estudos Econômicos da Firjan, Jonathas Goulart.
Na evolução anual dos dados, de 2005 a 2016, o Relatório da Firjan aponta uma oscilação, às vezes positiva outras de estabilidade e até queda, sem muitos percalços. O melhor índice obtido por Limeira foi em 2013, com 0.8693, dentro do alto desenvolvimento e, o pior, em 2009, com 0.7912. Entre 2010 e 2014 houve crescimento anual, com pequena queda em 2015, para crescer novamente em 2016, que é o ano base deste último relatório.
Na educação, desde o primeiro ÍFDM medido, Limeira esteve sempre no patamar de alto desenvolvimento, sempre acima dos 0.8 pontos. Na saúde, entretanto, de 2005 a 2011 o índice foi moderado, entre 0.6 e 0.8 pontos e, de 2012 a 2016, alto índice, superior a 0.8 pontos. Já no quesito emprego e renda, de 2005 a 2009 o índice foi moderado; entre 2010 e 2013, alto e de 2014 a 2016, voltando ao patamar moderado. Em nenhum momento das divulgações dos índices, Limeira aparece no patamar de baixo desenvolvimento, ou seja, abaixo dos 0.4 pontos, que tinge o gráfico de vermelho. “De modo geral, a melhora do IFDM passa por uma política macroeconômica que favoreça a geração de empregos no país. Do contrário, pode inclusive se reverter em queda nas vertentes Educação e Saúde”, finalizou Goulart.

 

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