Fora de Expediente

Fora de Expediente

Antonio Claudio Bontorim
Redação
LIMEIRA
redacao@tribunadelimeira.com.br

E não pode mais
A partir deste sábado, 30, emissoras de rádio e TV estão proibidas de transmitir programas apresentados ou comentados por pré-candidatos. Essa proibição está na Lei Eleitoral (nº 9.504/1997, artigo 45, parágrafo 1º).

O que diz a lei…
O candidato pode ter cancelado o registro de sua candidatura e a emissora (rádio ou TV), pagar uma pequena multa que varia de 20 mil a cem mil Ufirs (Unidade Fiscal de Referência), que em 2018 é de R$ 3,2939. Multinha leve, entre R$ 65,9 mil e R$ 329, 4 mil. E que pode ser duplicada em caso de reincidência.

Dinheiro no cofre
As empresas de mídia precisam estar com a burra cheia se desrespeitarem – ou quiserem desrespeitar – a lei.

Dando de ombros
Fortíssimo o PSB em Limeira. O governador do Estado, o “socialista” Márcio França, do partido, vem a Limeira participar de evento empresarial, mas não vem receber título de Cidadão Limeirense. Estão bem na fita os “socialistas” limeirenses.

Pergunta óbvia
Será que depois dessa, ele vem receber o seu título de cidadania local?

Na Corregedoria
A dupla sertaneja Clayton Silva (PSC) e Marco Xavier (PSB),levou apenas advertência pública da Câmara, após a postagem do vídeo onde os vereadores-artistas mostraram seus dons especiais.

Gutemberg 2018
Por falar em Clayton Silva, o vereador que foi alvo da Corregedoria, agora quer investigar os contratos publicitários da prefeitura. Que venha. As empresas de mídia – pelo menos as que trabalham de forma honesta – agradecem. Uma excelente forma de mostrar a que vieram e para onde pretendem ir.

Investigar mais
Seria interessante, também, que outros vereadores pedissem os gastos das administrações Félix (PDT) e de Hadich (PSB)para um comparativo. Com certeza encontrariam a mesma desproporção de verbas aplicadas, que estão alegando agora para uma CPI. O peixe morre sempre pela boca. Não é assim mesmo?

Gutem… o que?
Johannes Gutenberg – o nome é maior e mais complicado –, para quem não sabe, foi o inventor dos tipos móveis, responsável pela criação da imprensa. Imprensa essa que sempre foi e será uma pedra no sapato dos políticos despreparados.

Religião e política
Ou política e religião? A verdade é que políticos se utilizam de suas convicções religiosas para interferir na laicidade do Estado, como se fosse normal. Não é. Trata-se de um desvirtuamento da própria atividade política.

Fora da realidade
Antes de opinar, apenas com argumentos motivados pela crença, ou pela denominação religiosa à qual frequenta, esses políticos deveriam conhecer a realidade e o que ela representa para a população.

Apenas a fé cega
Uma dessas situações, que deixam pastores e fieis arrepiados, é o debate em torno da legalização do aborto. Basta ver o nível dos argumentos utilizados para conhecer o perfil do cidadão. Só para lembrar: o aborto não é uma discussão sobre a fé, mas sobre a saúde pública.

Tudo pela vida???
Já que defendem tanto o direito à vida, esses políticos-religiosos – ou seriam religiosos-políticos – deveriam saber quantas mulheres morrem em clínicas clandestinas de aborto, justamente por que não tem o devido acesso a procedimentos regulamentados. Essas mortes não contam para eles?

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