Editorial

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Não se entendem

Os quatro meses desde a sua inauguração oficial e sem prazos para o seu efetivo funcionamento, o novo Fórum Cível de Limeira mostra que entes dentro de um mesmo governo não se entendem ou simplesmente fingem esse desentendimento, para empurrar qualquer situação com a barriga. A chamada burocracia de Estado. Construído para desafogar o Fórum da área central, que se ocupará apenas com as varas criminais, o novo Fórum Cível, conforme mostrou a Tribuna de Limeira em sua edição passada, esbarra em falta de vistorias e pendências construtivas e está longe de ser entregue à Secretaria de Justiça e Cidadania.
A informação é do próprio Tribunal de Justiça do Estado, que respondeu a alguns questionamentos desta Tribuna, e está à espera pelas decisões que não dependem mais dele. Geraldo Alckmin (PSDB), então governador de SP, veio a Limeira para inaugurar uma obra vistosa por fora, mas longe de estar definitivamente concluída. Veio para se expor, antes da proibição legal, por ser candidato à Presidência da República.
Depois da inauguração, deixou o governo e, seu vice e atual governador, Márcio França (PSB), que também é candidato ao governo de SP, sabe-se lá o que fará. Deve empurrar, agora sem a vistosa barriga, sem que o Estado peça a vistoria do Corpo de Bombeiros ou conclua as tais pendências construtivas e dê posse do Fórum ao TJ-SP, para que o processo de mobiliário e internet sejam iniciados e concluídos e as varas cíveis possam funcionar em definitivo. Alckmin apareceu e se autopromoveu, mas deixou o governo. França sai em dezembro. E o Fórum continuará abarrotado no Centro.

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