Editorial

Editorial

Questão de saúde

O ensino público, do fundamental ao superior, está na situação em que está por que falta capacidade à gestão em assumir seus problemas e enfrenta-los da forma adequada, como manda a teoria. Os panos quentes – ou frios – não ajudam em nada e trazem ainda mais à luz as questões mal resolvidas internamente. Seja por falta de vontade política ou mesmo para tentar ocultar uma realidade, que apesar de grave é tratada de forma superficial, agravam ainda mais a falta de sintonia entre a instituição educacional e a comunidade.
Negar a existência sobre um problema grave, apenas para mostrar que se está isento de qualquer responsabilidade e que ele inexiste ou é tratado de maneira superficial é de uma insensatez absurda, que só torna ainda mais difícil uma situação que já é precária. A preocupação dos pais de alunos do Perches Lordello, que afirmaram, confirmaram e reafirmaram que o problema da automutilação é real, com exemplos claros e declarados, enquanto a instituição diz que não é com ela, que trata a questão em reunião de pais e encontros noturnos e que há programas de apoio e prevenção, realça ainda mais a questão. E não esclarece as denúncias dos pais.
Deixam no ar muitas questões não respondidas e, principalmente, dá de ombros para a reclamação desses pais. Como é de praxe às instituições públicas, quando não têm como justificar suas próprias falhas. Um desserviço à comunidade escolar. E, mais que isso, um desrespeito à saúde mental dos jovens, que deveriam contar de forma mais efetiva com esse tipo de atenção.

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *

You may use these HTML tags and attributes: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>

*