COPA DA RÚSSIA: Troca de figurinhas anima a praça

COPA DA RÚSSIA: Troca de figurinhas anima a praça

Antonio Claudio Bontorim
LIMEIRA
claudio.bontorim@tribunadelimeira.com.br

A exatos 15 dias da estreia do Brasil na Copa do Mundo de Futebol da Rússia (joga contra a Suíça, no dia 17) a animação dos aficionados por álbuns e figurinhas continua na Praça Toledo Barros, na Banca Ler e Saber. De acordo com a proprietária da distribuidora, Patrícia Féola, que tem no irmão, Renato, e no filho Ricardo, grandes incentivadores, a ideia atraiu muita gente para cá e “é interessante como todos vão chegando e participando das trocas, para que cada um possa completar seus álbuns”. Patrícia afirmou que grande parte já completou o álbum, mas o movimento continua. De acordo com Renato, desde a copa de 2006 a Ler e Saber faz essa promoção, mas a locação de mesas começou este ano, por ideia do filho de Patrícia, Ricardo.
Segundo Patrícia e Renato, as trocas são feitas às quartas-feiras, à noite, e aos sábados e domingos durante todo o dia, quando até 170 mesas são locadas para acomodar os colecionadores. “Aos finais de semana a gente calcula que entre duas e três mil pessoas, durante todo o dia, chegam para trocar suas figurinhas”, disseram. “Neste ano fizemos até algumas promoções, como sorteio de camisa e bola oficial da seleção brasileira, o que movimentou ainda mais esses encontros”, afirmou Patrícia. Para ela é difícil calcular o número exato de pessoas, pois a rotatividade é grande. Os álbuns e os envelopes de figurinhas começaram a chegar no dia 15 de março e, no final daquele mês as trocas já começaram.

INTERAÇÃO
Entre os colecionadores e aficionados por álbuns e figurinhas, não há limite de idade ou gênero. “Todos gostam de participar e o que parecia uma brincadeira de criança virou um hobby para todas as idades”, lembra Renato. Já Patrícia disse que neste ano o pessoal da feira, que acontece aos sábados, também resolveu participar e todos aproveitam o espaço para se divertir. “Até mesmo o pessoal que produz figurinhas e camisetas com a foto de quem quiser aparece por aqui para expor e vender seus trabalhos. Tudo muito interessante e legal”, afirmou.
O importante mesmo, de acordo com Renato, é a interação das pessoas. Principalmente por que a maioria não se conhece e, quando chega começa a se entrosar para conseguir as figurinhas que faltam. Ele explica: “quando você vai a um bar, você procura sempre uma mesa que tenha amigos ou conhecidos. Aqui não. As pessoas chegam, vão se acomodando e procurando novas amizades. E isso é que é mais interessante”, finalizou. Se o Brasil não conquistar o hexacampeonato, entretanto, ambos concordam que o interesse vai diminuir. E muito.

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