MARIA DA PENHA:Patrulha vai combater violência à mulher

MARIA DA PENHA:Patrulha vai combater violência à mulher

Antonio Claudio Bontorim
LIMEIRA
claudio.bontorim@tribunadelimeira.com.br

O Município de Limeira já tem sua Patrulha Maria da Penha, da GCM (Guarda Civil Municipal), que vai atender casos de violência contra a mulher. Maria da Penha é o nome da mulher que inspirou a criação da lei que leva o seu nome, após anos de sofrer agressões de seu marido. A viatura e o efetivo, de seis guardas civis municipais (três homens e três mulheres), foram apesentados na sexta-feira, 11, durante coletiva na sala de reuniões do Gabinete do prefeito. Ao apresentar a patrulha, o secretário de Segurança e Defesa Civil, Francisco Alves da Silva, o cabo Chiquinho, lamentou que o ato estivesse ocorrendo justamente no momento em que um flagrante de violência contra a mulher estava sendo registrado na Polícia Civil. “Foi o primeiro atendimento da Patrulha Maria da Penha, depois de chamada da Base da Boa Vista, num caso em que uma mulher sofria agressões constantemente e agora resolveu denunciar”, contou o secretário.
Também presente, a vereadora Erika Tank (PR), autora da proposta que criou a Lei 5.761, que dá as diretrizes à Patrulha Maria da Penha, afirmou que muitas vezes a mulher nem percebe, mas o lugar mais perigoso para ela é o próprio lar. A vereadora se lembrou da Rede Elza Tank (numa referência à sua mãe, que também foi vereadora e deputada) e das políticas públicas que a atual administração vem desenvolvendo em relação à mulher. Já o juiz da 2ª Vara Criminal, Luiz Augusto Barrichello Neto, falou da importância da GCM, citando a legislação federal que garantiu às corporações a atuação no apoio e combate ao crime, criticando instituições e autarquias que desdenham disso e não aceitam essa atuação ou admitem a guarda nesses tipos de caso. Sem citar, no entanto, sobre quem estava falando, ele deixou claro o importante trabalho da GCM em Limeira. Não havia, na solenidade, nenhum representante do comando da PM ou da Polícia Civil.
O prefeito Mario Botion (PSD), por sua vez, afirmou esperar que ao longo do tempo e com maior conscientização de todos, cada vez menos o cidadão, principalmente a mulher, seja obrigado a se utilizar desses instrumentos, como a DDM (Delegacia de Defesa da Mulher), Rede Elza Tank, botão do pânico e agora a Patrulha Maria da Penha. “Nós temos as ferramentas de combate à violência, mas quanto menos fizermos uso dela, com certeza estaremos caminhando para uma sociedade mais equilibrada”, finalizou.

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