ESTIAGEM: Começa temporada de queimadas

ESTIAGEM: Começa temporada de queimadas

Antonio Claudio Bontorim
LIMEIRA
claudio.bontorim@tribunadelimeira.com.br

No ano passado, a Defesa Civil recebeu 20 chamadas para atendimento, sendo que todas elas relacionadas ao fogo. Foram 17 de queimadas em áreas verdes ou abandonadas e outras três de incêndios em residências. A informação foi dada à Tribuna de Limeira pelo secretário de Segurança e Defesa Civil, Francisco Alves da Silva, o cabo Chiquinho, que falou sobre o problema no município, citando inclusive as áreas de maior incidência desses incêndios, boa parte deles criminosos e outro tanto por pessoas que se utilizam do fogo para a limpeza de terreno, o que não é recomendado. E apesar de o tempo seco estar em fase inicial, a Defesa Civil, de acordo com ele, já vem recebendo ligações, denunciando focos de incêndio.
Segundo o titular da pasta, é importante que as pessoas, ao verem alguém ateando fogo em lixo ou em áreas abandonadas, e até mesmo para fazer limpeza de mato na própria propriedade, devem ligar imediatamente à Defesa Civil, que disponibiliza viaturas para esse tipo de atendimento. “Nós temos um efetivo para esse tipo de ação e as várias chamadas que já recebemos neste ano, principalmente por focos de queimadas, o que é muito preocupante, atendemos prontamente”, afirmou o cabo Chiquinho. Ainda de acordo com o secretário, essa ação rápida na denúncia evita, muitas vezes, que o fogo tome grandes proporções e se transforme em tragédia. “Nesses casos, os números disponíveis são o 153, que o telefone da GCM (Guarda Civil Municipal) ou o 199, da própria Defesa Civil”, lembrou.
Já a ação de combate ao foco de incêndio efetivado e denunciado, de acordo com ele, é feito de forma integrada com o Corpo de Bombeiros local. “Principalmente quando são focos maiores, a corporação é acionada que, de imediato também nos aciona para que possamos participar das ações”, comentou, afirmando que a maior incidência de focos de incêndio acontece ao longo anel viário, em áreas abandonadas, onde algumas pessoas passam, vê mato seco ou lixo e põe fogo e em bairros como o Jardim Ibirapuera e em outras regiões, onde há muitas áreas abandonadas ou abertas.

FOGO EM ENTULHO
O secretário da Segurança Pública e Defesa Civil disse, também, que um dos problemas mais frequentes com focos de queimada, é justamente quando as pessoas juntam entulhos em áreas próprias e ateiam fogo para proceder a limpeza. “Esse tipo de ação, além de incorrer em riscos de perda de controle do fogo, causa transtornos à vizinhança e, principalmente, à saúde das pessoas”, comentou. Ainda de acordo com ele, as pessoas precisam se conscientizar que fogo não significa limpeza, “mas há uma cultura na população, ou pelo menos em parte dela, que não entende dessa forma”, avaliou. Esse tipo de atitude, conforme explicou o titular da pasta, pode render a quem for pego descartando lixo e entulho e ateando fogo, uma multa de 300 Ufesps (Unidade Fiscal do Estado de São Paulo) em torno de R$ 7.710,00. Cada Ufesp custa, em 2018, R$ 25,70.
“Esse problema, que considero cultural na vida das pessoas, juntar um pouquinho de lixo aqui, algumas folhas secas ali e atear fogo, até mesmo nas calçadas, para muitos é normal, o que não é verdade, por isso temos que conscientizar a população”, disse. O secretário explicou, também, que já está em contato com a Secretaria de Comunicação Social, através do secretário Antonio Peres, para tratar de uma campanha publicitária de conscientização, onde as peças deverão mostrar às pessoas o quanto isso é prejudicial, em todos os sentidos. Para tanto, de acordo com o cabo Chiquinho, recentemente membros da Defesa Civil participaram, em Piracicaba, de uma reunião regional com órgãos de outros municípios também, para treinamentos de combate a focos de queimada. “É preciso mostrar que uma simples fagulha pode se transformar num incêndio de grandes proporções”, finalizou.

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