Editorial

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Tempo perdido

Não é de hoje que os atrasos nas filas em bancos, públicos e privados, é uma dor de cabeça constante aos clientes e usuários de uma maneira geral. Percebe-se, a cada dia mais, a diminuição de funcionários para atender o público nos caixas físicos e uma evolução muito rápida do atendimento eletrônico. Até aí, nada que não seja do conhecimento de todos, uma vez que estamos no centro da revolução virtual. Que é constante e cada vez mais louvada pela eficiência, rapidez e garantias de um atendimento quase perfeito.
Esse é um caminho inevitável, mas que não está em consonância com as necessidades de parte, e grande parte ainda, senão a maioria, dos usuários e clientes do sistema bancário. Nota-se, na matéria que a Tribuna de Limeira trouxe na última semana, que em nenhum momento a Febraban, que congrega as instituições financeiras no país, falou da questão do atraso na área interna das agências bancárias. A nota que a federação dos bancos enviou ao jornal, para o contraponto às reclamações dos usuários, tratou dos investimentos milionários no setor de atendimento, das facilidades das ferramentas virtuais e eletrônicas, mas nada comentou sobre a reclamação em si.
Há um evidente movimento de empurra para fora das agências, para transformar celulares e computadores, em agências exclusivas de cada cliente. Mesmo a despeito de seus lucros milionários, as instituições financeiras estão investindo pouco em pessoal; em material humano, mas apenas o necessário para o funcionamento de suas máquinas e equipamentos. É um movimento irreversível, mas é preciso um olhar que contemple também o lado dos “sem-acesso”, pois estes também vão continuar a existir.

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