Editorial

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No caminho certo

Os números apresentados por esta Tribuna de Limeira, na manchete da última edição, quanto trouxe que 6,4 mil famílias tiveram seus benefícios do Bolsa Família cancelados, pode até assustar à primeira vista, uma vez que representa a metade deles (do número total), concedidos no município. Não é menos assustador, entretanto, se levados em conta também os motivos que justificaram ao Ministério do Desenvolvimento Social a cancelá-los: falta de atualização e verificação cadastrais, ou seja, essas seis mil famílias deixaram de se apresentar, quando chamadas, para as devidas justificativas pelas quais foram convocadas. Ou seja, já não estavam mais atendendo a alguns itens das condicionalidades estipuladas pelo programa. Ou, então, tinham perdido o perfil familiar para tanto.
Outro dado interessante, e que por si só justifica o Programa Bolsa Família como um gerador de oportunidades e recursos, é sua dinâmica, pois na mesma proporção que deixa de atender parcela já inscrita, não perde a potencialidade de gerar novos benefícios. Ou seja, continua sendo uma forma bastante propícia de levar mais famílias a condições melhores de vida sem, no entanto, se transformar em ajuda injustificada, uma vez que tem exigências claras, para poder agregar beneficiados, que quando descumpridas, os impedem também de continuar recebendo. Não é como muitos gostam de argumentar um “bolsa esmola”. Longe disso é um benefício importante e gerador de renda também. E que tem meios de mantê-lo e, ao mesmo tempo, fiscalizar para que não seja fraudado. E que ainda há muita gente que dele precisa, não para vagabundagem, mas para uma reestruturação familiar. Esse é seu propósito. E que continue assim.

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