SERVIDORES: Mesa de Negociação recebe nova contraproposta de sindicatos e volta a se reunir na quinta-feira, 5

SERVIDORES: Mesa de Negociação recebe nova contraproposta de sindicatos e volta a se reunir na quinta-feira, 5

Antonio Claudio Bontorim
LIMEIRA
claudio.bontorim@tribunadelimeira.com.br

A greve dos servidores públicos municipais, liderada pelo Sindsel (Sindicato dos Funcionários e Servidores Públicos Municipais de Limeira), Sinde-Guarda (Sindicato dos Guardas Civis de Limeira e Região) e Apeoesp (Sindicato dos Professores e Ensino Oficial do Estado de São Paulo) teve novos capítulos na manhã e tarde desta quarta-feira, 4. A Mesa de Negociação, agora com a presença de todos os vereadores, além das lideranças sindicais, esteve reunida desde as 10h da manhã, quando parecia caminhar para um desfecho positivo, mas a intervenção do vereador Marco Xavier (PSB) durante a assembleia, de acordo com o prefeito Mario Botion (PSD), acabou inviabilizando um acordo final.
A reunião foi suspensa, enquanto a presidente do Sindsel, Eunice Lopes, a Nicinha, apresentava a nova proposta, desta vez com aumento no vale-alimentação, de 3,13%, passando de R$ 320 para R$ 330, mas a manutenção dos 2,84% no reajuste salarial. Segundo ela, o secretário da Fazenda, José Aparecido Vidotti, voltou a apresentar os números da prefeitura, e ela voltou a contestar, desta vez com mais veemência. “Nós não podemos esmorecer, o prefeito aposta no esvaziamento do movimento, mas estamos nos nossos direitos. Mas é vocês quem têm que dizer o que querem fazer. Parar e aceitar ou partir para um movimento por tempo indeterminado”, disse a sindicalista. Após sua fala, o vereador usou o caminhão de som e fez algumas considerações, quando as comissões dos servidores acabaram por apresentar a nova proposta de 3,13%, para atingir a todos os funcionários públicos municipais.
Segundo os sindicalistas, o vale-alimentação atinge apenas uma parcela dos servidores, que é aquela que recebe até 2,5 salários mínimos (cerca de R$ 5.282,00) e, para contemplar a todos foi proposto os 3,13% no aumento dos subsídios. “Não é muito. Aliás não é nada, perto do que nós temos direito, mas é uma contraproposta e vamos apresenta-la”, afirmou. Em seguida a Mesa de Negociação foi retomada com a contraproposta e também participação dos vereadores, que apoiaram os 3,13%, e ela voltou à assembleia, lembrando aos grevistas que tudo seria decidido na quinta-feira, 5, pois o governo iria estudar o novo pedido, fazendo os cálculos necessários para ver o impacto desse novo porcentual. Foi votado, e decidido, que todos estariam novamente na quinta-feira, 5, a partir das 7h, na praça do Edifício Prada para acompanhar a nova reunião e retomada do movimento.

MANTÉM PORCENTUAL
Após a assembleia, Botion concedeu uma rápida coletiva na sala de reuniões do Gabinete, onde esclareceu que os 2,84% estão mantidos e sobre esse porcentual não há mais negociação, mesmo as lideranças sindicais tendo afirmado que a prefeitura ficou de estudar a contraproposta. De acordo com Botion, o que foi dito é que a Mesa seria retomada na quinta-feira, 5, pela manhã, mas o governo não prometeu nada, dizendo que “temos uma responsabilidade, que é de manter os pés nos chão e agir em acordo com que os números nos mostram no momento”, voltou a lembrar, afirmando que o movimento começou com 1.200 servidores, depois caiu para 700, em seguida 400, “por que os funcionários entenderam nossa posição”, enfatizou.
Em várias respostas ele acabou citando o vereador Marco Xavier, reclamando de sua postura. “Nós temos que pensar no contexto do impacto que os números nos trazem. E esses impactos, sem sair da realidade, vão até os 2,84%”, finalizou.

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