Editorial

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Pode doer depois

Nesta segunda-feira, 23, tem início a campanha nacional de vacinação contra a influenza A (H1N1 e H3N2) e B, popularmente conhecida como gripe, e os grupos prioritários devem estar atentos e procurar os postos de vacinação, para receberem o quanto antes a imunização. Vale lembrar que gripe não é resfriado e pode ter consequências muito mais sérias do que se imagina, inclusive levar à morte. Daí a importância para que o público alvo se dirija às unidades vacinais. É importante salientar, também, que todos precisam se conscientizar de que a campanha só traz benefícios e, quanto mais pessoas vacinadas, o espectro da imunização aumenta.
Essa consciência é necessária, quando se observa os resultados das grandes campanhas do passado, contra a varíola, poliomielite (paralisia infantil), entre outras, hoje praticamente erradicadas pela extensão dos programas, quando agentes de saúde percorriam casa por casa para aplicar as doses. E, principalmente, por que há, hoje, um grupo avesso às vacinas, que prega a não obediência aos calendários e às campanhas. Uma cultura típica de alguns países mais desenvolvidos, onde grupos alimentados por teorias da conspiração acreditam que as vacinas são uma forma de controle do governo sobre as pessoas. Ideias que começam a fazer eco na cabeça de muita gente por aqui, que também prega a não vacinação. Mais que uma questão de saúde pública sempre é a prevenção que faz a diferença. Pois é muito mais eficaz e barata que qualquer ação curativa. É hora de deixar a comodidade de lado e fazer valer esse direito e, preferencialmente, que ele seja ampliado em larga escala.

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