Editorial

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Erros e respostas

Nunca é demais lembrar. O desgaste político costuma ser muito rápido, quando o agente público com mandato eletivo não corresponde às expectativas de seus eleitores. Independentemente do cargo que ocupa, da esfera municipal à federal, a lua-de-mel no pós-eleição não costuma durar muito. Se focado nas prefeituras, o início de tudo, há sempre uma linha de tempo, que é a dos ajustes e do conhecimento da máquina administrativa, quando há uma mudança da administração, que costuma ser o ponto de trégua entre a sociedade e o eleito.
Isso costuma ser mais visível, quando o cargo é executivo, pois o contato com o cidadão é mais próximo, por que é o poder que vai ouvir diretamente os interesses da comunidade e propiciar o atendimento em áreas essenciais, como saúde, segurança, educação, entre outras. Aos primeiros sinais de desalinho entre essa expectativa e o resultado prático, com certeza a confiança desaba.
E quando as críticas iniciais vêm de apoiadores e entusiastas do eleito, que acreditaram no seu projeto, mas não percebem a recíproca, o desmoronamento fica mais evidente ainda. E não há reversão possível dessa situação incômoda, sem a mudança de postura do próprio ocupante do cargo. Não há marketing pessoal que de jeito, se a resposta não for rápida e convincente. Nunca é tarde para rever estratégias, desde que haja consciência do erro cometido. Depois não adianta culpar o eleitor ou o adversário. Há precedentes claros dessa situação. Mesmos erros dão margens às mesmas respostas. O restante do caminho já é conhecido.

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