Editorial

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Gesto concreto

O mês de abril está chegando e, a partir do próximo dia 7, estaremos a seis meses das eleições quase gerais (deputados estaduais e federais, senadores, governadores e presidente da República), uma data que marca a desincompatibilização de alguns políticos que exercem cargos eletivos, conforme determina a legislação eleitoral brasileira (veja matéria nesta edição). A questão, entretanto, não se resume às implicações legais, que devem ser seguidas por todos os partidos e candidatos, mas traz um foco mais importante ainda sobre o eleitor. Sem dúvida será, em 2018, o protagonista do pleito em todos os sentidos. Por que é através do seu voto que se perceberá se o país quer – e vai – mudar ou não.
Mais que qualquer outra eleição, entre as últimas ocorridas, paira uma névoa espeça sobre a cabeça da maioria dos que hoje exercem mandatos estaduais e federais. Uma dúvida que atormenta a cabeça do cidadão, que se expressa com veemência pelas redes sociais, clamando justamente por mudanças. Sem entrar no mérito das disputas entre direita, centro e esquerda, é preciso que a indignação (real e plenamente justificada) se transforme, de fato, nas mudanças necessárias que o país precisa. E isso envolve consciência política, mas não intolerância, ódio e preconceito, que se esparramam em abundância pelos quatros cantos do país.
Trata-se de uma escolha difícil, mesmo por que nada é oficial, tudo é “pré”. Mas mesmo assim já dá para se fazer uma varredura e apontar quais dos futuros candidatos merecem confiança ou não. Mas isso é o eleitor que tem que fazer. No momento em que apertar a tecla verde na urna eletrônica. É esse gesto que selará o futuro do Brasil.

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