Bola na Área

Bola na Área

Sempre cumpri com minhas obrigações, em todas as empresas nas quais emprestei minha contribuição. Foram sete anos no Diário de Limeira, 32 temporadas na Gazeta de Limeira e outros mais no Diário da Serra, dos Diários Associados, em Campo Grande (MS), perfazendo, no final, perto de 43 anos de contribuição ao governo.

Confesso que recebo ótima aposentadoria, mas menos do que mereço, pois fosse um país sério, no mínimo eu deveria ter no contracheque, o maior valor pago por quem se aposenta por tempo de serviço. Mas, que de fato trabalha. Muitos, pelas portas dos fundos, ganham horrores, sem ter, na maioria dos casos, esse direito. Mas, agora, isso não vem ao caso.

Esta coluna, a última que será publicada pela Tribuna de Limeira com a minha assinatura, não encerra, de fato, a minha carreira no jornalismo. Mas, tudo isso ainda será pensado, calmamente, no decorrer dos dias e meses. Pode até ser que ela continue nesse espaço.

Isso tudo, ainda é decorrência da prematura morte de Maria Cristina Bastelli, que partiu para o  outro lado do mistério. Era a minha companheira e foi assim por 27 anos. Com ela mantinha união estável desde 1996. Ela me completava, pois eu sempre fui turrão, mas ela sempre soube contornar meus momentos de nervosismo. Cris foi o diferencial em minha vida.

Não me deu filhos, mas me deu o que mais eu sempre precisei, que foi o carinho para comigo, para com meus três herdeiros e com todos da minha família. Admirava meus filhos Débora, Carolina, Domingos e meus netos, Lorrayne, Nilton Cesar e Noah. E a recíproca deles era a mesma.

Sem ela, nunca teria conseguido a casa própria, assim como a ajudei para conseguir também a sua moradia. Entendíamo-nos com um simples olhar, mesmo que por vezes, tivéssemos algumas desavenças, sem maiores consequências.

Firmamos o pacto da união estável, pois queria que ela ficasse muito mais amparada com a minha pensão, que lhe daria uma vida confortável, pois a lógica sempre indica o cônjuge mais velho partindo primeiro. Mas, quis o destino que tudo desmoronasse e fosse o contrário.

Agora, restam lembranças, mas que preciso manter vivas, pois ela tinha um trabalho altruísta, que era de ajudar as entidades, anonimamente. Todos os meses, Asilo, Casa da Criança e Lar do Moço recebiam a sua contribuição, por menor que fosse. E, isso tem que continuar.

Ainda tudo é vazio. E, será sempre assim, com todos que perdem entes queridos. E nas horas tristes, principalmente da morte, que eu não assimilo, quero pensar apenas que ela está olhando, de algum lugar, para que eu não cometa erros e siga um caminho digno, até o encontro final.

Antes do desenlace, retirou a máscara de oxigênio e falou a mim, sua mãe Maria Josefina Martinati Bastelli e à minha filha Débora, estas palavras que ficarão marcadas para sempre: “amo vocês, amo vocês, amo vocês”. Uma cortina de tranquilidade, em câmara lenta, passou à sua frente e deixou seu semblante sereno. Ela havia partido.

Aqui deixo meus agradecimentos a centenas e centenas de amigos que foram se despedir dela. A todos aqueles que derramaram lágrimas e mesmo a quem orou silenciosamente ao lado do seu corpo inerte. Ela cumpriu sua missão.

ÀS VEZES VOCÊ PRECISA ACEITAR O FATO DE QUE CERTAS COISAS NUNCA MAIS SERÃO COMO ANTES. A VIDA CONTINUA. SAUDADE É O AMOR QUE FICA!

 

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