Febre Amarela: município vacinou 10 mil em 2017

Febre Amarela: município vacinou 10 mil em 2017

Antonio Claudio Bontorim
LIMEIRA
claudio.bontorim@tribunadelimeira.com.br

O aumento de 733% no número de pessoas vacinadas contra a febre amarela em 2017 em comparação com 2016 pode até impressionar, mas é real. E o principal motivo foi a ampla divulgação de notícias sobre o reaparecimento da doença, inclusive com registros de mortes, em algumas regiões do Estado de São Paulo e do país. E mesmo o município não tendo registros de febre amarela e ficar distante das regiões afetadas, a procura foi intensa, de acordo com o diretor de Vigilância em Saúde, Alexandre Ferrari, em especial por parte daqueles que iriam viajar para regiões endêmicas. Em 2017, conforme disse Ferrari à Tribuna, na última terça-feira, 9, foram mais de 10 mil vacinas aplicadas, contra 1.200 em 2016 e 1.600, em 2015. Na mesma terça-feira, em anúncio oficial, o ministro da Saúde, Ricardo Barros, anunciou um programa de vacinação fracionada para os estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. Limeira não está nesse protocolo.
Segundo o diretor de Vigilância em Saúde, trata-se de uma vacinação emergencial, com dose fracionada, ou seja, ½ dose, diferente do padrão, seguindo exemplo do Gongo, no continente africano. “De acordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde) meia dose é o suficiente para um bloqueio da doença em situações emergenciais e em 15 dias há o efeito”, afirmou Ferrari. Ainda de acordo com ele, em 2016 e 2017 eram aplicadas duas doses. Conforme o diretor, apesar de Limeira não estar no protocolo emergencial, cuja campanha começa no dia 3 de fevereiro e vai até o dia 27 do mesmo mês, o município dispõe de 17 pontos de vacinação, que são 16 unidades de saúde e mais a Vigilância Epidemiológica. “Hoje estamos vacinando quem for viajar para áreas de risco ou então mora na zona rural e devem se vacinar crianças a partir de 9 meses até 60 anos”, comentou.

Zona rural recebe atenção especial da Vigilância

Com 21 mortes confirmadas por febre amarela no Estado (Leia matéria  nesta página) , Limeira vem dispensando atenção especial à zona rural. “Além da vacinação, estamos solicitando aos moradores daquela área muita atenção aos macacos e para que fiquem atento a qualquer morte do animal sem uma causa aparente. Ainda não temos nenhuma confirmação”, lembrou. Para Ferrari o mais importante é a prevenção, que todos os cidadãos devem ter e os chamados dez minutos diários contra o Aedes aegypti, que é o principal vetor que tem biologia compatível para transmitir a febre amarela. O governo estadual também anunciou a liberação da vacina para todo o Estado. “Se o Estado de fato liberar e vier o protocolo, Limeira também fará a vacinação geral”, concluiu Ferrari. (Antonio Claudio Bontorim)

 

São Paulo tem 21 mortes e 40 casos da doença

Desde janeiro de 2017,  21 pessoas morreram em decorrência da febre amarela no estado de São Paulo. O último balanço da Secretaria de Estado da Saúde, divulgado na sexta-feira, 12, indica também 40 casos confirmados da doença. O balanço anterior indicava 29 casos confirmados, com 13 mortes. Em relação a mortes e adoecimento de primatas, como macacos e bugios, foram 2.491 casos desde julho de 2016, sendo que a febre amarela foi confirmada em 617 animais. Mais de 61% desses registros ocorreram na região de Campinas.
As mortes ocorreram nos municípios de Américo Brasiliense, Amparo, Atibaia, Batatais, Itatiba, Jarinu, Mairiporã, Monte Alegre do Sul, Nazaré Paulista, Santa Lucia e São João da Boa Vista. Os demais casos de infecção foram registrados em Águas da Prata, Américo Brasiliense, Amparo, Atibaia, Caieiras, Campinas, Itatiba, Jundiaí, Mairiporã, Mococa/Cassia dos Coqueiros, Santa Cruz do Rio Pardo e Tuiti. (Agência Brasil)

 

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