Em 3 anos, registros de acidente de trabalho caem 32,76%

Em 3 anos, registros de acidente de trabalho caem 32,76%

Os acidentes de trabalho registrados em Limeira tiveram queda de 32,76% nos últimos três anos, segundo dados oficiais fornecidos pela PST (Programa Saúde do Trabalhador). Ainda conforme o PST, em 2014 foram registrados 2.899 acidentes de trabalho na cidade, contra 1.949 no ano passado (número que pode sofrer uma pequena alteração, segundo o Departamento de Vigilância em Saúde – do qual faz parte o PST – já que alguns dados de dezembro podem mudar pelo fato de ainda estarmos nos primeiros dias de janeiro).
Presidente da USTL (União Sindical dos Trabalhadores de Limeira) – que também faz parte do PST –, Artur Bueno Júnior, credita esta queda a o que ele chama de “situação diferenciada em Limeira”. “Não é em todo lugar que há o PST e uma lei municipal na cidade obriga que todos os hospitais e postos de saúde preencham a ficha do Raat (Relatório de Atendimento ao Acidentado de Trabalho), que será enviada ao PST”, comenta.
Os dados do Programa Saúde do Trabalhador também mostram queda neste tipo de ocorrência ano a ano na cidade desde 2014. Daquele ano (2.899 acidentes registrados em Limeira) para 2015 (2.567 acidentes), a queda foi de 11,45%. Já de 2015 para 2016 (2.109), a redução atingiu 17,84%. Na comparação entre 2016 e o ano passado, foram -7,58% acidentes registrados.
Ainda segundo Bueno Júnior, a atuação dos sindicatos junto às empresas também contribuiu para a queda dos acidentes no município. “Em novembro, por exemplo, em nossa área que é a alimentação (ele também é presidente do Stial – Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Alimentação em Limeira), devido a grande número de acidentes em padarias, realizamos na Câmara um evento para orientar empresas e trabalhadores sobre como proceder na questão de segurança no trabalho”, conta.
Para o sindicalista, apesar da queda, o objetivo é de zero os acidentes. “O número (de acidentes) ainda é alto e a meta, que deveria ser das empresas também, é zerar”, diz, lembrando que na construção civil é onde ocorre a maioria das ocorrências. “Isso é em todo país. Lá (construção civil) tem muita mão de obra clandestina e muito trabalhador atuando sem os equipamentos de segurança”, completa.
Para o diretor do Departamento de Vigilância em Saúde de Limeira, Alexandre Ferrari, as quedas nos postos de trabalho nos últimos anos devido a crise econômica também podem ter contribuído para a diminuição dos acidentes. “Com menos pessoas trabalhando, as chances de acidente também caem”, observa.
Ferrari também cita a obrigatoriedade do preenchimento do Raat em Limeira – implantada entre 2009 e 2010 – como fator que também contribuiu para essa queda, já que as empresas estariam mais atentas a questões de segurança. “O profissional de saúde não pode deixar de fazer a notificação. Ele é obrigado e o não preenchimento do Raat pode ocasionar punições ao profissional”, comenta.

MORTES
Apesar da queda, uma morte por acidente de trabalho foi registrada em Limeira no ano passado. Um trabalhador acabou perdendo a vida quando limpava uma caldeira em uma empresa da cidade após sofrer um trauma na cabeça. O caso, já confirmado como morte em acidente de trabalho, segue sendo investigado para se apurar a responsabilidade pelo óbito. Nos anos de 2014, 2015 e 2016 não foram registrados acidentes de trabalho fatais na cidade.

Danilo Janine
Limeira
danilo.janine@tribunadelimeira.com.br

legenda: Presidente da USTL, Bueno Júnior diz que meta é de acidentes zero

Divulgação/USTL

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