Bolsa Família em Limeira: benefício cresceu 147% em 14 anos

Bolsa Família em Limeira: benefício cresceu 147% em 14 anos

Antonio Claudio Bontorim
LIMEIRA
claudio.bontorim@tribunadelimeira.com.br

Desde que foi implantado em Limeira, o Bolsa Família teve um crescimento de 147% nos últimos 14 anos. De 2004 a 2017, conforme balanço divulgado pela Diretoria de Vigilância Socioassistencial, do Ceprosom (Centro de Promoção Social), foi de 4.465 beneficiários, em 2004, para 12.264, em novembro de 2017. De acordo com o diretor da Vigilância, José Paulo Correia de Menezes, o perfil do beneficiário da faixa 1, com renda familiar per capita até R$ 85 cresceu, assim como aqueles que se encontram na faixa 2 e na faixa 3, as famílias que estão com renda intermediária. Entre 2014 e 2017, a faixa 1 foi de 9.529 para 12.492, em torno de 31%.  “Foi o crescimento, desde que tivemos os dados disponibilizados pelo MDS (Ministério de Desenvolvimento Social)”, disse.
Segundo ele, nas faixas, 2 e 3, cujas famílias têm renda per capita entre R$ 85 e R$ 170 e R$ 170,01 até ½ salário mínimo, respectivamente, esses números oscilaram, em alguns casos caíram, mantiveram-se na média ou tiveram crescimento acentuado e depois caíram novamente. “Na  faixa 2, por exemplo, de 2014 até 2017, foi sendo sentida uma queda no número de beneficiários, que começou com 5.088 em 2014 e, em 2017 fechou com 2.288, uma queda de cerca de 55%”, explicou José Paulo. Já na faixa 3 de rendimento familiar, o número, que começou com 1.534 em 2006, foi crescendo ano a ano até 2015, quando deu um salto para 9.790 (538%), e voltaram a cair em 2017, para 6.629 (-32%). Se levada em consideração desde o início, o crescimento nessa faixa foi de 332%, bastante acentuado.
Já no perfil com renda familiar acima de ½ salário mínimo, a faixa 4, do Bolsa Família, os números são surpreendentes. Os dados estão disponíveis a partir de 2006, com 572 famílias, passando para 7.914 em 2017, com crescimento de 1663%. Durante o período, até o ano passado, os números também oscilaram, chegando até 10.090 beneficiários em 2016. “No mais o crescimento foi constante, com pequenas quedas no ano a ano”, lembrou a Vigilância Socioassistencial.
Apesar do crescimento, em números gerais, a quantidade de beneficiários também oscilou entre quedas e aumentos, desde que o benefício foi implantado. De acordo com os dados do MDS, compilados pela Vigilância Socioassistencial, depois de crescimentos contínuos, de 2004 a 2006, entre 2007 e 2008 esse número voltou a cair, subindo gradativamente até 2013 e, após mais uma queda, em 2014, voltou a crescer, conforme mostra os dados. Todos esses dados foram computados até novembro do ano passado. “Os números de dezembro de 2017 estão em fase de compilação e serão conhecidos no final do mês”, informou a assessoria de imprensa do Ceprosom.

COMO FOI

De acordo com José Paulo, a faixa 1 cresceu devido a crise econômica, cujos reflexos chegam também ao município. “Cresceu devido a inconsistência na manutenção da renda daqueles que estavam na faixa 2 e agora votaram para a faixa 1, assim como os da faixa 3”, explicou. Já as famílias que se encontram na faixa 4, de acordo com o diretor de Vigilância Socioassistencial, tiveram aumento considerável por que houve uma corrida para a inscrição nos programas habitacionais e a inscrição no CadÚnico (Cadastro Único) é uma das exigências do governo federal.

 

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