Uma pizza crua

Uma pizza crua

Pouco ou quase nada analisado como deveria, além de um pífio espaço na mídia limeirense. Esse foi o relatório da CPI da Saúde, que “não viu prejuízos ao erário”, mesmo com o déficit de R$ 10 milhões no bloco de média e alta complexidade, entre as movimentações financeiras, desaprovadas, do terceiro quadrimestre de 2016 (durante o governo Paulo Hadidh – PSB), do Fundo Municipal da Saúde. O ex-secretário de Saúde, Gerson Hansen Martins, não concordou com o relatório da comissão, tanto que no mesmo dia de sua leitura pediu desligamento do cargo ao prefeito Mario Botion (PSD). Informação que a prefeitura relutou em confirmar.
Por mais que as explicações contidas no relatório possam relativizar a questão, uma investigação mais aprofundada seria interessante no atual contexto da política brasileira, do passar tudo a limpo. E o início dessa lição tem que começar pelos municípios, mas os vereadores da CPI da Saúde ficaram devendo à sociedade. A unanimidade contida no documento, que foi enviado ao TCE (Tribunal de Contas do Estado), ao MP (Ministério Público) e à própria prefeitura, deixa uma lacuna e uma dúvida sobre o que é e o que não é um déficit. Em especial quando o valor é de R$ 10 milhões. Quem sabe agora, essas duas outras instâncias, TCE e MP, não decidam entrar na jogada e procurar as respostas que os vereadores não encontraram, embora estivessem lá?
A verdade é que o mais interessado nisso tudo, o Poder Executivo, parece também ter corroborado com a decisão da CPI. Mesmo com a atual administração não sendo envolvida nas denúncias. O único resultado prático foi a perda, pela segunda vez, do secretário de Saúde. Que parece também ter pouco importado ao Executivo.

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