CAPS AD: Nova transferência volta a preocupar

CAPS AD: Nova transferência volta a preocupar

Antonio Claudio Bontorim
LIMEIRA
claudio.bontorim@tribunadelimeira.com.br

Após a transferência de uma auxiliar de serviços gerais, conforme noticiou a Tribuna de Limeira em setembro, agora, uma mudança na área de assistência social voltou a causar apreensão aos assistidos pelo Caps AD (Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas). Considerado referência na região e que atende pacientes com transtornos graves causados pela dependência química, o Centro se vê às voltas com a nova polêmica: a transferência de uma assistente social que há sete anos atua na área. Para pacientes e familiares ouvidos pela reportagem, a troca pode provocar uma descontinuidade no tratamento, uma vez o novo profissional que “terá que começá-lo do zero”. A Tribuna apurou que a saída da profissional, que volta para o Ceprosom (Centro de Promoção Social Municipal), seria por corte de gastos na Secretaria da Saúde, que depois de sete anos não renovou o convênio anual com a autarquia.
Pessoas ouvidas pela reportagem afirmaram que ninguém está entendendo o que está acontecendo e o porquê dessas transferências, que estariam mal explicadas. A Tribuna foi procurada por alguns assistidos pelo Centro, que relataram o problema e criticaram as mudanças.
Uma das assistidas, 64, que não será identificada e faz terapia no grupo de família no Caps AD, afirmou que todos estão se mobilizando para ver se conseguem manter a profissional na unidade. “Essa equipe atende há sete anos, já criou um vínculo com todos nós e sua transferência pode prejudicar o tratamento, principalmente, porque ela já conhece os pacientes e suas necessidades”, disse. “Infelizmente, essa decisão da prefeitura vai prejudicar todos nós. Fizemos um abaixo-assinado e estamos nos mobilizando para tentar reverter essa situação. Ela nos disse que fica conosco só até o dia 31 de dezembro”, completou.
Outra assistida, 68, que também participa do grupo de terapia de família há mais de seis anos e tem um irmão de 62 anos dependente químico, que é atendido no Caps AD, também reclamou da transferência. “O trabalho que ela desenvolve por lá é uma referência para todos nós. Ela conseguiu fazer com que meu irmão aderisse ao tratamento e o trabalho que ela faz com as famílias é muito importante”, afirmou. Ela também confirmou a mobilização para a permanência da profissional. “Se ela de fato sair, muitos dos pacientes terão descontinuidade e há riscos nisso”, lamentou.
A Tribuna procurou a Secretaria de Saúde, que através de nota enviada pela Secretaria de Comunicação Social, disse que o contrato com o Ceprosom para a cessão da assistente social que atua no Caps AD termina em 31 de dezembro e não será renovado.
A nota citou ainda que a profissional será substituída por outra assistente social da Secretaria de Saúde, que ressalta que o serviço continuará funcionando normalmente.

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