500 KM DE ESTRADAS RURAIS: Só 93 quilômetros são asfaltados

500 KM DE ESTRADAS RURAIS: Só 93 quilômetros são asfaltados

Antonio Claudio Bontorim
LIMEIRA
claudio.bontorim@tribunadelimeira.com.br

Limeira tem 500 quilômetros de estradas rurais identificadas e mapeadas alfanumericamente. Dessa extensão, apenas 93 quilômetros são asfaltados e não há, segundo previsão da Secretaria de Obras e Serviços Públicos, nenhum projeto de pavimentação devido a escassez de recursos disponíveis. “Com essa rede de estradas rurais extensa e falta de verbas para novas pavimentações, a secretaria realiza manutenções programadas para dar um pouco mais de conforto aos seus usuários”, explicou à Tribuna de Limeira o titular da pasta, Dagoberto Guidi. “A nossa prioridade, agora, é o projeto de pavimentação da estrada do Zé do Pote (LIM-346)”, afirma.
Já os produtores rurais, por sua vez, dizem que não é bem assim. A Tribuna ouviu alguns, que reclamam dessa manutenção. Um deles, da região dos Bairros dos Pires, fala que as estradas até melhoraram quando foram construídas as cacimbas, cascalhando e melhorando o leito delas. “O problema veio depois, porque além de passar por um período longo demais (sem manutenção), o trabalho não é bem feito. Passam a máquina, mas não abrem as margens e nem tiram o mato, além de não fazer o abaulamento do terreno, o que faz com que toda a chuva que caia, em vez de correr para as margens, fique na pista, abrindo buracos e valetas”, explica.
Ainda de acordo com ele, alguns produtores até utilizam equipamentos próprios para melhorar algumas vias. Durante a entrevista, na tarde de quinta-feira, 8, o produtor enviou um vídeo para a reportagem no momento em que chovia forte, comprovando sua declaração. Ele pede um pouco mais de atenção, afirmando que todos pagam IPVA igual aos que usam estradas asfaltadas na cidade. “Não pedimos nada além do necessário, uma manutenção adequada, para que possamos trabalhar e resolver nossos problemas” comenta.

CADASTRO E MAPAS
Segundo Guidi, são hoje 117 estradas municipais cadastradas. “Todas elas estão identificadas com placas alfanuméricas, constam no Mapa Rodoviário Municipal, além de estarem cadastradas na Secretaria de Urbanismo, que dispõe desses mapas, tanto as pavimentadas como as não pavimentadas”, explica. São, ao todo, oito estradas totalmente asfaltadas e 23 parcialmente, totalizando os 93 quilômetros. Para o secretário, as estradas municipais não asfaltadas estão em boas condições e recebem periodicamente manutenção, assim como as asfaltadas, que recebem serviços de tapa-buracos. “Hoje, gastamos em torno de R$ 4,5 milhões a R$ 5 milhões anuais em manutenção dessas estradas (tanto as asfaltadas, quanto as não asfaltadas)”, afirma. Ainda de acordo com ele, a atual administração vem pleiteando verbas por meio de convênios para desenvolver novos projetos nesse sentido.
Em estradas de terra, de acordo com o secretário de Obras e Serviços, essa manutenção inclui serviços de nivelamento, aplicação cascalho compactado, limpeza das saídas de águas pluviais, limpeza da vegetação às margens da estrada, construção de novas cacimbas de águas pluviais, limpeza das já existentes, manutenção de pontes de madeira, desobstrução de tubulações de águas pluviais, entre outros eventuais serviços como remoção de árvores caídas ou com risco de queda.
Outro produtor ouvido pela Tribuna, agora da região do Bairro do Pinhal, também discorda da prefeitura e relata os mesmos problemas ocorridos nos Pires. Segundo ele, a falta de manutenção adequada e das cacimbas, que estão todas assoreadas, principalmente, por causa das chuvas. “O problema é antigo e, entra governo, sai governo, tudo continua na mesma. Quando fazem manutenção, se esquecem das margens das estradas, passam a máquina apenas no meio e jogam cascalho, que é levado na primeira chuva, porque a água não corre nas margens e sim no meio das estradas e aí abrem novos e mais buracos”, reclama.

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