O devido respeito

O devido respeito

Não é raro que jornalistas tenham dificuldade em checar informações, quando quem deveria disponibilizá-las não o faz de forma adequada. Pior ainda quando protela essas informações, no sentido de vencer o profissional pelo cansaço ou, até mesmo, na má fé. E isso em todos os setores. No público e no privado. Que há melhora nesse sentido, é inegável. A Lei do Acesso à Informação e a pressão que a própria sociedade exerce têm garantido isso.
Na semana passada, mais uma vez, esta Tribuna encontrou dificuldades para levantar um dado estatístico sobre partos realizados no município em um dos hospitais procurados. A Sociedade Operária Humanitária. Além de ter um único filtro, por onde passam todos os pedidos, que é a administração do hospital, há uma dificuldade exagerada em chegar até esse filtro. E, quando se chega, as respostas nem sempre vêm a contento. E, mais que ninguém, a Humanitária deve priorizar essa transparência, porque recebe verbas públicas e, como tal, deve sim prestar contas. E o que o jornal conseguiu com facilidade junto aos três outros hospitais, não conseguiu junto à Humanitária. Inclusive o pedido está registrado em e-mail. E não é a primeira vez que isso acontece.
A própria administração da Humanitária sugeriu procurar a prefeitura para obter as informações solicitadas (o que foi feito posteriormente e, felizmente, com sucesso), porém, o próprio hospital é quem deveria responder, mas não o fez. Ficou apenas no “vamos consultar a diretoria”, como se informação pública estivesse nas mãos dessa ou daquela pessoa. Com certeza não foi má fé. Mas faltou o respeito à opinião pública. E é isso que conta.

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