Educação é prioridade

Educação é prioridade

A proposta de “gestão compartilhada” da Secretaria de Educação de Limeira em escolas municipais da cidade, por mais que o secretário André Luiz Francesco argumente que não causaria prejuízo para as crianças, além do fato de a prefeitura precisar cortar gastos, é mais uma prova de como a educação é colocada em segundo plano – postura que não é uma exclusividade do governo Mario Botion (PSD).
A preocupação de alguns pais, conforme mostrou a Tribuna na semana passada, faz sentido. Como uma única diretora seria capaz de ficar responsável por 200 crianças? Diferente do que prega o secretário, a qualidade no serviço prestado poderia, sim, cair, ou seja, as crianças seriam afetadas. Ainda conforme mostrou a matéria da Tribuna, essa reestruturação deve atingir seis ou sete escolas municipais.
O objetivo deste Editorial não é questionar a crise econômica, nem a necessidade de os gestores públicos cortarem gastos. O levantado aqui é se não seria possível fazer essa economia (necessária para que a cidade não pare) em outras áreas.
Cortar gastos em educação, por mais que pareça em algumas vezes a única alternativa para a administração pública, mostra como o gestor (agente político) brasileiro não compreende (ou finge não compreender) que o investimento em educação é o que mais retorno daria a qualquer governo, gerando uma economia em áreas como saúde e até segurança pública.

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