DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA: ‘Não há muito o que se comemorar’

DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA: ‘Não há muito o que se comemorar’

Danilo Janine
Limeira
danilo.janine@tribunadelimeira.com.br

Na segunda-feira, 20, é celebrado o Dia da Consciência Negra. Para a presidente do Comicin (Conselho Municipal dos Interesses do Cidadão Negro), a professora aposentada, Eliza Gabriel da Costa, 68, infelizmente, não há muito o que se comemorar. “(A data) dá uma visibilidade maior para as causas (dos negros), mas ainda convivemos com o racismo todos os dias”, lamentou.
Eliza disse que alguma coisa até melhorou para os negros no país, mas ainda é muito pouco. “A sociedade tem que tomar consciência e conhecer a história do negro no Brasil. Acima de tudo é preciso ter respeito”, falou, afirmando que as desigualdades entre brancos e negros ainda são muitas. “Infelizmente, ainda não vemos negros ocupando cargos em alguns locais. Entra num banco, por exemplo, e veja se há negros trabalhando lá”, afirmou.
A presidente do Comicin também lamentou o comentário racista do jornalista William Waack, da TV Globo, feito momentos antes de uma entrevista nos Estados Unidos. “Ele cometeu um crime. Racismo é crime. Casos como este têm que vir à tona. A Globo precisa puni-lo e acho que ele não deveria voltar mais a atuar pela emissora”, opinou.
Além de presidente do Comicin até março de 2019, Eliza também atua no Conselho Estadual de Desenvolvimento e Participação da Comunidade Negra e no Conselho Estadual da Condição Feminina.
O Dia da Consciência Negra foi criado para ressaltar as dificuldades enfrentadas pelos negros há anos no país. A data de 20 de novembro é em homenagem a morte de Zumbi dos Palmares, último líder do Quilombo dos Palmares.

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