VISTORIA DA DENGUE : Assédio provoca queda nas visitas

VISTORIA DA DENGUE : Assédio provoca queda nas visitas

Antonio Claudio Bontorim
LIMEIRA
claudio.bontorim@tribunadelimeira.com.br

Desde o primeiro semestre ocorre uma queda no número de vistorias de casa em casa dos agentes de saúde que atuam na prevenção à dengue, fiscalizando imóveis para detectar criadouros do Aedes aegypti, transmissor da doença, do zika vírus e da chikungunya. Procurada pela Tribuna de Limeira, a Secretaria de Saúde confirmou essa queda, que chamou de “pequena variação”, afirmando que assim que a detectou o problema, o secretário, Gerson Hansen Martins, a chefe de Divisão de Zoonoses, Pedrina Costa, e até mesmo o prefeito Mario Botion (PSD) se reuniram com os agentes e solicitaram que o trabalho voltasse a apresentar resultados positivos. De acordo com a pasta, “após o encontro, gestores da secretaria atestaram que os números de imóveis visitados voltariam a crescer”.
Segundo a Saúde, essa queda é resultado de que a maior parte dos agentes, desde maio, percorrem os imóveis em duplas, “para garantir mais segurança”, após pedido do Sindsel (Sindicato dos Servidores Municipais de Limeira), em um caso que motivou até registro policial. O fato, também confirmado pela secretaria à Tribuna, se deu ainda no primeiro semestre, quando gestores da Secretaria de Saúde acompanharam a agente que teria sofrido assédio sexual até a Delegacia Seccional de Limeira. Mesmo assim, ainda conforme a pasta, a política de prevenção à dengue vem sendo mantida, com “redução significativa de casos neste ano”. De acordo com a Divisão de Zoonoses, nos oito primeiros meses de 2017 foram 21 ocorrências de dengue, contra 103, durante o mesmo período de 2016.

REGISTROS
Com visitas diárias, sozinhos ou em duplas, a Divisão de Zoonoses, responsável por este trabalho, e a Secretaria de Saúde, têm em seus quadros 53 agentes que fazem o trabalho de casa em casa e outros 197 agentes comunitários de saúde, que também fazem ações preventivas nos imóveis dentro da sua área de atuação.  De janeiro a setembro de 2016 foram 196.946 visitas contra 193.621, no mesmo período de 2017. É no mês a mês, a partir de maio, ainda conforme dados da Divisão de Zoonoses, que os números tiveram quedas significativas de um ano para outro. Em maio de 2016 foram 25.191 visitas, contra 19.211 no mesmo período deste ano; em junho, 32.914, em 2016, e 16.461, em 2017; julho, 32.272, em 2016, e 19.610, em 2017; agosto, 31.468 ano passado, contra 18.580 neste ano e, em setembro, 33.229 em 2016, contra 24.191, em 2017. Já de janeiro a abril, os números cresceram de 2016 para 2017, com 18.830 visitas, para 22.796; 10.377, para 20.504; 7.701 para 29.209 e 4.964, para 23.059, respectivamente.

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