Transparência não dói

Transparência não dói

No momento em que esta Tribuna se propôs à produção de uma pauta sobre a queda no número de visitas de agentes da dengue no chamado “casa a casa” (manchete da última edição do jornal), motivada por uma informação recebida e que veio a se confirmar, ficou patente que a transparência na informação não dói. Muito pelo contrário, contribui para que essa informação chegue ao seu destinatário e da melhor forma possível. Confirmada pela própria fonte, ou seja, a Secretaria de Saúde, que não se furtou em passar os dados solicitados, mostrando que de fato houve queda acentuada, causada por uma logística de visitas de agentes em duplas, por motivos de segurança pessoal, após ocorrência registrada na polícia, sobre tentativa de assédio sexual contra uma das profissionais da saúde.
Não adianta tentar esconder o que é fato. Ou buscar argumentos onde eles não existem e, principalmente, se furtar a passar a informação, mesmo que possa parecer negativa. Não se coloca panos quentes para tentar diminuir a temperatura, apenas por questões de vaidade pessoal. Recorrer ao silêncio, nesses casos, é a pior de todas as reações. E tanto foi benéfica a transparência da Secretaria de Saúde, que na segunda-feira, 9, após a publicação da matéria, a própria pasta distribuiu nota à imprensa, anunciando novas ações no controle da doença. Para o agente político não há melhor escolha do que assumir suas responsabilidades. Fugir do debate público é e sempre será desrespeitoso à opinião pública.

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