TEMPORÁRIOS: Sicomércio fala em 1,5 mil contratações

TEMPORÁRIOS: Sicomércio fala em 1,5 mil contratações

Antonio Claudio Bontorim
LIMEIRA
claudio.bontorim@tribunadelimeira.com.br

A pouco mais de dois meses para o Natal, considerada pelo comércio como a data mais importante do calendário de vendas do ano, a contratação de trabalhadores temporários deve ser facilitada pela nova legislação trabalhista (Lei 13.467, de 13 de Julho de 2017), que será promulgada no dia 11 de novembro e entra em vigor no dia 13. Para o presidente do Sicomércio (Sindicato do Comércio Varejista de Limeira), Eduardo Hervatin, a nova legislação prevê, entre outras coisas, a contratação de trabalhadores eventuais, jornada de trabalho intermitente e carga horária modificada, que pode facilitar aos empregadores contratações por dias específicos, ou seja, “naqueles em que ele (empresário) precisar”. Hervatin calcula que 2017 repita 2016, com 1,5 mil contratações para o período. “Nós estamos sentindo uma melhora nas vendas e podemos até pensar em um número maior, justamente facilitado pela nova legislação”, diz.
Hervatin lembra ainda que a nova legislação vai desonerar o empresário, sem que os trabalhadores percam seus direitos. “Ele terá recolhimento do INSS, FGTS, direito a férias e 13º salário, sempre proporcionais aos dias trabalhados”, fala.
Sem citar números, o presidente da Acil (Associação Comercial e Industrial de Limeira), José Mário Bozza Gazzetta, também acredita na contratação de temporários, até maior que o ano passado. Gazzetta afirma que vai ser interessante contratar, porque há otimismo no setor varejista, que não é só o de presentes, mas o de alimentação, supermercados, que em novembro terá duas novas lojas em Limeira. “Vem aí o Savegnago e Pague Menos, que juntos devem contratar mais de 500 trabalhadores”, afirma.
Ainda segundo Gazzetta, as expectativas são as melhores que 2016, porque as vendas melhoraram. “É preciso fomentar o emprego, pois sem emprego não há consumo e sem consumo não há vendas”, comenta. O presidente da Acil diz ainda que os contratos temporários ajudam também na formação de mão de obra, que pode ser aproveitada posteriormente, no fim dessa experiência. “Estamos sentindo mais animação para o fim de ano”, finaliza.

5% DO EFETIVO
Já o presidente do Sinecol (Sindicato dos Comerciários de Limeira), Paulo César da Silva, acredita que o número de contratados para o período enfrente alguma dificuldade, justamente devido as divergências e interpretações da nova legislação, que vem causando mais dúvidas que certezas. Ele faz uma previsão de que contratados temporários cheguem a 5% dos efetivos, hoje na casa dos 12 mil trabalhadores, ou seja, 600 temporários. Silva diz que o número exato é difícil precisar, porque há falta de dados das próprias empresas, que não mantém atualizados seus cadastros. “Mas há, sim, um otimismo neste ano, porque estamos sentindo as vendas crescerem e esperamos que o número de temporários aumente também”, comenta.

Número de ambulantes permanece estável

Com 437 ambulantes cadastrados no município nas mais diversas atividades, a procura por novos registros na Secretaria de Desenvolvimento Rural e Meio Ambiente não tem registrado aumento expressivo. “Um leve aumento no final de 2016, embora a pasta não tenha como fazer a comparação, pois não tem dados estatísticos sobre anos anteriores”, diz o secretário Paulo Trigo, após consulta da Tribuna, que pretendia fazer um comparativo, mas esbarrou justamente na falta de informações. De acordo com ele, neste ano foram 265 novas solicitações, mas somente 121 aprovações de cadastro até setembro. A atividade mais procurada, novamente conforme o secretário, está no segmento de alimentação, como venda de espetinhos, por exemplo.
Segundo a Departamento de Extensão Rural – que registra o ambulante –, há muitas desistências quanto a limitação do local de trabalho ou o tipo de produto. E também pela burocracia e exigências, demonstradas nas quatro etapas do processo de registro, que vai da orientação sobre a atividade, procedimentos para registro e providências necessárias, como documentação, tipo de produtos e locais pretendidos, passando pelo protocolo na prefeitura, análises, até a aprovação do pedido, com carteira de ambulante e pagamento de taxas e cadastro na Vigilância Sanitária, por se tratar de produto alimentício.

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