REESTRUTURAÇÃO EM ESCOLAS MUNICIPAIS: Pais temem redução de diretores

REESTRUTURAÇÃO EM ESCOLAS MUNICIPAIS: Pais temem redução de diretores

Antonio Claudio Bontorim
LIMEIRA
claudio.bontorim@tribunadelimeira.com.br

Pais e mães que têm filhos em escolas municipais estão preocupados com o funcionamento de algumas unidades em Limeira. Isso porque, segundo eles, a Secretaria de Educação está promovendo mudanças e, com isso, apenas uma diretora seria responsável por duas ou mais unidades. A pasta, através de seu titular, André Luiz Francesco, contesta a informação e diz que haverá gestão compartilhada, “o que já acontece em algumas escolas”, mas sem prejuízo de funcionamento ou falta de servidores para atender as crianças que frequentam os centros infantis. A Tribuna de Limeira ouviu alguns pais, que pediram para não serem identificados, e as unidades que seus filhos frequentam, que confirmaram a informação e até já fizeram reuniões com o próprio secretário, solicitando que nada fosse feito nesse sentido.
Segundo uma das mães, a Secretaria de Educação pretende ter uma diretora para cada 200 crianças e, dessa forma, os centros infantis com 80 ou 90 teriam uma única diretora disponível para ambos.
Uma dessas mães disse à Tribuna que daí a preocupação de alguma escola ficar sem diretora. “Nossa preocupação está nas creches que recebem bebês a partir dos cinco meses de idade e precisam de todo o apoio necessário”, comentou. Segundo essa mãe, já houve uma reunião com o secretário André Luiz Francesco, que não chegou a falar em cortes e redução de gastos. “Nossa preocupação continua, principalmente, porque caso haja mudanças drásticas, a própria comunidade deixe de se engajar na luta”, explicou.

PREFEITO E JUSTIÇA
Já um pai, também ouvido pela Tribuna, contou que não sabe o que vai acontecer, apesar do interesse da Secretaria de Educação em remanejar algumas diretoras. “Não é viável e nem bom para as crianças e esperamos que ele (secretário de Educação) reveja essa situação e se nada acontecer, nós continuaremos empenhados nessa luta, podendo inclusive procurar o prefeito e até mesmo a Justiça”, prometeu o pai, que também pediu para não ser identificado. Na tarde de quinta-feira, 26, entre as comunicações trocadas em grupos de pais pelo WhatsApp, uma das mensagens dava conta de que as diretoras seriam mantidas e os mesmos receberão novas escolas vinculadas, o que já era previsto na reestruturação.
Procurado pela Tribuna, o secretário André Francesco, explicou que é uma prerrogativa da secretaria, para manutenção da rede, fazer vinculações de unidades com menos e mais alunos. “Trata-se de uma reestruturação na rede, que vai dividir melhor a gestão escolar, sem deixar de atender a demanda pedagógica. Não vamos cortar profissionais ou diminuir funcionários, apenas aperfeiçoar a gestão”, falou.
De acordo com ele, essa reestruturação deve atingir seis ou sete unidades e haverá “otimização com a gestão compartilhada”, que é uma prática que já existe. “A ideia é que os recursos humanos que temos sejam melhores compartilhados e que não fique unidade com excesso de servidores e outras com falta. Estamos dialogando com os próprios pais nesse sentido”, disse. A reestruturação deve estar concluída em meados de novembro.

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