REINAUGURADO EM MAIO DE 2016: Museu segue sem acessibilidade

REINAUGURADO EM MAIO DE 2016: Museu segue sem acessibilidade

Danilo Janine
Limeira
danilo.janine@tribunadelimeira.com.br

Um ano e quatro meses após ser reinaugurado, o Museu Histórico e Pedagógico Major José Levy Sobrinho, na Praça Coronel Flamínio Ferreira (do Museu), no Centro, segue sem acessibilidade. O elevador, que deveria ser usado para levar cadeirantes e pessoas com dificuldade de locomoção ao segundo andar do prédio, onde funciona a mostra permanente, apesar da afirmação da prefeitura de que ele foi limpo e estaria em condições de funcionamento, não é usado. Em nota enviada pela Secretaria de Comunicação Social, a Secretaria da Cultura informou que é necessária “a contratação de uma empresa especializada para atuação preventiva e corretiva, em casos de panes no sistema, que garanta a proteção do usuário”. A pasta cita que não há prazo para isso.
A crise financeira do município também é um dos motivos alegados pela Cultura para ainda não ter contratado tal empresa. “Atualmente, temos encontrado dificuldades na busca de orçamentos, pois cada empresa apresenta uma situação diferente da outra, o que dificulta que orçamentos com os mesmos serviços sejam coletados”, cita a nota, que afirma que o governo Mario Botion (PSD) busca empresas no mercado “que executem um memorial descritivo pontuando as necessidades do elevador”, para depois contratar empresas que prestem um serviço de manutenção preventiva.
Apesar de a prefeitura afirmar que ainda aguarda orçamentos, a reportagem apurou que somente para colocar o elevador novamente em funcionamento seriam gastos aproximadamente R$ 10 mil, sem contar a manutenção preventiva.
Presidente do Conselho Municipal de Pessoas com Deficiência e gerente da Ainda (Associação Integrada de Deficientes e Amigos), Kedima Silva, afirma que não sabia do problema e que irá enviar um ofício a prefeitura pedindo providências. “É uma falta de respeito. O elevador é o único acesso (ao museu)”, lamenta, explicando que a luta do Conselho é para que todos os prédios da cidade (públicos e privados) sejam acessíveis.
Conforme mostrou a Tribuna, o museu foi reinaugurado com grande festa pelo então prefeito Paulo Hadich (PSB) no dia 27 de maio sem acessibilidade. As exposições permanentes ocorrem em três salas usadas no segundo andar do prédio, que ficou fechado por 7 anos para reforma. Novamente conforme já tinha mostrado a Tribuna, o Museu Histórico e Pedagógico Major José Levy Sobrinho conta com um acervo de 6,8 mil peças, apesar disso, a maior parte delas não estão expostas e ficam armazenadas em um galpão na antiga Estação Ferroviária.

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