PRIMAVERA: Chuva pode chegar só no final do mês

PRIMAVERA: Chuva pode chegar só no final do mês

Antonio Claudio Bontorim
LIMEIRA
claudio.bontorim@tribunadelimeira.com.br

Para quem esperava chuva já no começo da nova estação, as notícias não são boas. Pelo menos é o que espera o professor e pesquisador da FT-Unicamp, Hiroshi Paulo Hioshizane, ao comentar sobre o início da primavera, que começou oficialmente às 17h02 da sexta-feira, 22. “Não teremos chuvas imediatas, que devem ocorrer somente a partir do dia 30 deste mês, com mais certeza para o início de outubro”, comenta. De acordo com ele, clima vai continuar quente e seco, requerendo os cuidados necessários ao período, ou seja, ingestão de muito líquido e uso de protetor solar de forma constante, além de evitar exercícios físicos entre 10h e 16h ou exposições excessivas ao sol. A primavera, conhecida também como estação das flores, terá duração até as 14h28 do dia 21 de dezembro, no horário oficial de verão, quando se inicia oficialmente a estação no hemisfério sul.
Segundo Hiroshi, com a chegada da nova estação há uma mudança na maior parte do Brasil, no regime das chuvas e nas temperaturas. “Nas regiões Sul, Centro-Oeste e Sudeste, no caso onde nós estamos, as chuvas passam a ser mais intensas e gradativamente mais frequentes, marcando o período de transição entre a estação seca e a estação chuvosa”, explica.
É na primavera, também, de acordo com o professor da FT-Unicamp, que se iniciam as pancadas de chuva no final da tarde, que se prolongam vezes até a noite, devido ao aumento do calor e da umidade que se intensificam gradativamente no decorrer desta estação. “São chuvas mais fortes, com descargas elétricas intensas, ventos também fortes e até queda de granizo”, lembra.
Na primavera as plantas passam por novo ciclo vegetativo, iniciando-se também a fase do acasalamento e nascimento de muitas espécies da fauna e, principalmente, da avifauna.
Hiroshi fala ainda que as primeiras chuvas além dos ventos, poeiras e trovoadas, são de elevada acidez, devido ao residual dos particulados que se encontram na atmosfera. “E na ação do arraste dos ventos com rajadas, elevam em forma de poeira e quando há a precipitação, estes particulados também são incorporados e é essa a razão da acidez das chuvas, embora, toda e qualquer chuva apresente uma acidez”, finaliza.

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