Muito a aprender

Muito a aprender

A falta do elevador no Museu Histórico e Pedagógico Major José Levy Sobrinho, na Praça Coronel Flamínio Ferreira, no Centro, um ano e quatro meses após ele ser reinaugurado, conforme mostrou a Tribuna na última semana, mostra como o Brasil ainda engatinha quando o assunto é acessibilidade. Pior que a falta de consciência dos responsáveis é a falta de respeito com os deficientes.
O prédio que abriga o museu, que ficou sete anos fechado para reformas, foi inaugurado às pressas por Paulo Hadich (PSB) em maio do ano passado, para fugir da lei eleitoral, que proíbe a participação de políticos/candidatos em inaugurações de obras públicas três meses antes do pleito. Com isso, o elevador, único acesso para cadeirantes e pessoas com dificuldade de locomoção para o segundo andar do prédio, onde ocorre a exposição permanente, foi “esquecido”. Apesar de o atual governo, de Mario Botion (PSD), ter “herdado” o problema, isentá-lo totalmente de alguma culpa seria um equívoco. Os nove meses de seu mandato são mais que suficientes para que qualquer medida fosse tomada.
A crise financeira enfrentada pelo município, apesar de compreensível até certo ponto, não justifica o impedimento do direito de alguns de terem acesso ao museu. Por isso, o mínimo que se espera da gestão Mario Botion, que não estipulou prazos para resolver o problema, é que até o final deste ano seja informado, pelo menos, quando o elevador do museu voltará a ser operado.

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