CDP DE LIMEIRA: Obra de presídio sofre terceiro atraso

CDP DE LIMEIRA: Obra de presídio sofre terceiro atraso

Danilo Janine
Limeira
danilo.janine@tribunadelimeira.com.br

As obras da construção do CDP (Centro de Detenção Provisória) de Limeira, na Rodovia Luiz Ometto (SP-306), que ligas as cidades de Limeira, Iracemápolis e Santa Bárbara D’Oeste, sofreu mais um atraso – o terceiro – e agora a SAP (Secretaria de Administração Penitenciária) afirma que o presídio só deve ser entregue no final do ano, sem especificar o mês.
Em nota, a SAP, ligada ao governo do Estado, informou que este novo adiamento na entrega da obra ocorreu “devido a necessidade de aguardar a emissão de expedição da Autorização de Intervenção em Área de Preservação Permanente da Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo), que permitirá a execução do emissário de esgotos”.
A nota cita ainda que a construção já atingiu 92,7% de sua totalidade e que no novo termo aditivo, o contrato passou de R$ 46.648.987,25 para R$ 49.497.771,48.
Inicialmente, a obra de construção do CDP, o primeiro da cidade, que tinha previsão de início para os últimos dias de março de 2015, inicialmente deveria ser entregue no final de agosto do ano passado. Após isso, o prazo foi dezembro de 2016 e depois para junho deste ano.

INCÊNDIO E GREVE
Conforme mostrou a Tribuna, em junho a SAP alegou que o atraso ocorreu “principalmente por um incêndio no canteiro de obras em setembro (de 2016), que atingiu o almoxarifado, levando a perda de grande relevância de materiais e equipamentos”.
A secretaria culpou também as chuvas e “a necessidade de adequações de serviços”, que não foi bem explicada, pelo novo prazo.
Já em junho, a obra chegou a ser paralisada por algumas horas após início de greve dos operários. Os cerca de 150 trabalhadores envolvidos na construção do CDP paralisaram as atividades devido ao não pagamento da rescisão de 40 empregados que foram demitidos pela construtora Heleno & Fonseca Construtécnica S/A, responsável pela obra.
Com capacidade para receber 847 presos, o governo do Estado não informou quando CDP deve começar a funcionar, nem se o presídio já começaria a funcionar com sua capacidade máxima.

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