ANTIESCORPIÔNICO: Vereador questiona estoque de soro

ANTIESCORPIÔNICO: Vereador questiona estoque de soro

Antonio Claudio Bontorim
LIMEIRA
claudio.bontorim@tribunadelimeira.com.br

As três mortes ocorridas por picada de escorpião no mês de agosto em Limeira, Piracicaba e Americana, além da crescente incidência de acidentes com animais peçonhentos, mostrado por esta Tribuna na semana passada, levou o vereador Marcelo Rossi (PSD) a protocolar requerimento sobre as “condições do estoque de soro antiescorpiônico” na rede pública de saúde. No documento, que deve ser lido nas próximas sessões, o parlamentar quer saber, ainda, sobre os soros antiaracnídico (aranhas) e antiofídico (cobras). No requerimento, que teve como base matéria deste jornal, o Rossi lembrou que “o soro é enviado por outras instâncias de governo e indaga à Vigilância Epidemiológica se o estoque está compatível com a demanda prevista na cidade”.
Procurado pela Tribuna, o vereador disse que outro motivo para o requerimento é a incidência de idosos que ele atende, como plantonista no Hospital Unimed, que chegam vítimas de picadas de escorpiões. “Vem chamando a atenção essa situação e o único hospital que disponibiliza o soro é a Santa Casa. Os demais não. Então, dependendo da situação que o paciente chega, nós imediatamente o mandamos para lá”, explicou.
De acordo com ele, em conversa com o secretário da Saúde, Gerson Hansen Martins, ele propôs também que os demais hospitais possam receber o soro. Outro fator, ainda de acordo com ele, é a característica do escorpião amarelo, que é partenogenético. “Isso significa que é fêmea e auto reprodutor, ou seja, não precisa do macho e procria de duas a três vezes no ano”.
No requerimento o vereador fez cinco questionamentos que, de acordo com ele, devem contribuir com as ações adotadas pelo Poder Público. Ele quer saber se o estoque de soro antiescorpiônico, antiaracnídico e antiofídico está abastecido em Limeira. Caso contrário, o que já teria sido feito para normalizar o estoque de maneira compatível com a demanda de pacientes e como é feito o controle do estoque, considerando frequência e quantidade de material enviado ao município por outras instâncias de governo.
Rossi também questiona qual o procedimento indicado pelos órgãos oficiais em casos de picadas de animais peçonhentos e como é feito o trabalho preventivo em áreas consideradas de risco.
O requerimento cita, ainda, matéria do jornal Gazeta de Limeira, sobre três casos de picadas de escorpião em um único dia.
A prefeitura, através da Secretaria de Comunicação Social, informou que é o Estado quem fornece o soro para a Secretaria Municipal da Saúde e, no momento, o fornecimento e estoques estão normais. A Santa Casa é ponto de referência para aplicação.

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