ALAGAMENTOS: Limeira ainda tem 15 áreas de risco

ALAGAMENTOS: Limeira ainda tem 15 áreas de risco

Antonio Claudio Bontorim
LIMEIRA
claudio.bontorim@tribunadelimeira.com.br

Limeira tem, hoje, 15 áreas de risco mapeadas, com probabilidades de alagamentos e enchentes no período chuvoso, e que demandam de ações estratégicas a serem realizadas ainda no período de estiagem, o que nem sempre é feito. Ainda durante o governo Silvio Félix (PDT) foram mapeadas 26 áreas, inclusive a região do Mercado Modelo, onde foi construído o primeiro piscinão. No início do governo Paulo Hadich (PSB) a única ação adotada foi a colocação de placas em amarelo e vermelho que alertavam com as seguintes informações “Atenção! Risco de alagamento. Sob chuva intensa, evite esta via. Defesa Civil: 199”. Já em 2014 tiveram início as obras do Piscinão do Tiro de Guerra, concluídas no último ano do mandato de Hadich, que deveriam solucionar os problemas em algumas dessas áreas citadas.
Segundo o secretário de Obras e Serviços Públicos, Dagoberto de Campos Guidi, presidente interino do SAAE (Serviço Autônomo de Água e Esgotos), o Plano Municipal de Redução de Risco mantém 15 áreas de risco, sujeitas a enchentes e alagamentos, muitas delas que vêm desde o primeiro mapeamento, como o córrego Granja Machado (trechos 1 e 2), a baixada do Mercado Modelo, o córrego Santa Cruz (trechos 1 e 2) e Rotatória do Parque Cidade (que deveria ter sido solucionada com o Piscinão do Tiro de Guerra). As demais áreas são a passagem sob a ferrovia, na Ponte Preta; Marginal Ribeirão Tatu; Avenida Ambrósio Fumagalli; Rotatória Roberto Antunes de Campos; passagem sob a ferrovia na Avenida Araras; Rua Wilson Negrucci; Córrego Varga e Córrego Dutra, além da Rua Alberto Pessano.
Ainda de acordo com Guidi, as áreas de risco de enchentes e alagamentos são constantemente monitoradas pelas equipes técnicas de manutenção. “Onde há sistema de drenagem de águas pluviais é feita preventivamente a limpeza e desobstrução do sistema antes e pós-chuvas intensas”, afirmou em nota.  A rotatória da Hípica, de acordo com ele, continua como área de risco, uma vez que é de responsabilidade da concessionária Intervias, mas por interferir no trânsito local, o SAAE monitora de perto nos dias de chuva. Já a baixada do Mercado Modelo recebe águas pluviais superficiais de outra bacia de contribuição (Rua Duque de Caxias e Sete de Setembro) que não são contempladas pelo Reservatório localizado na Duque de Caxias. Apesar de serem poucas as contribuições das águas pluviais da Rua Duque de Caxias e da Rua Sete de Setembro, o SAAE também monitora aquela região de perto nos dias de chuvas intensas para que não haja enchentes.

PROJETOS
Apesar do tempo de mapeamento ser antigo, o presidente interino do SAAE informou que todos os pontos mapeados têm os respectivos projetos hidráulicos. A autarquia lembrou ainda que tem solicitado, sempre que possível, verbas estaduais ou federais para futuras obras. “Quanto aos monitoramentos destes pontos, sempre mantemos equipes em alerta para verificar a necessidade de intervenções emergenciais e a Defesa Civil coordena um plano de ação perene para o tratamento das ocorrências, lançando mão de uma comissão formada por profissionais do Poder Público, de várias entidades e até mesmo de empresas, sempre que necessário”, disse, concluindo que apesar de projetos prontos, eles somente se darão após a obtenção dos recursos financeiros pleiteados, não havendo previsão para isso.

SAAE cita manutenção preventiva e corretiva

O SAAE lembra que mantém, para a limpeza das redes de galerias de águas pluviais (bocas coletoras + redes), equipes que trabalham preventivamente em todo o município, sempre observando a maior concentração dos serviços durante a sazonalidade dos meses que compreendem o inverno (época onde ocorrem menos chuvas), para que durante o verão (época de chuvas) o sistema de drenagem esteja apto para o escoamento.
Ainda conforme o SAAE, o sistema preventivo estabelece um critério de divisão em 12 setores da cidade (através de mapas) percorrendo sistematicamente (pelo menos duas vezes ao ano) toda a rede de galerias de águas pluviais, poços de visitas e bocas coletoras.
A autarquia cita ainda que “o sistema corretivo é em função das reclamações realizadas pelos munícipes através do serviço 156 da prefeitura ou aqueles pontos críticos que alagam ou ocorrem enchentes logo após as chuvas torrenciais localizadas, com o nosso atendimento técnico em caráter emergencial e pontual”.

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *

You may use these HTML tags and attributes: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>

*