191 + 300 mil

191 + 300 mil

Em meio às comemorações de seus 191 anos e no momento em que o município atinge a marca histórica de 300 mil habitantes, a crise financeira anunciada há algumas semanas em coletiva à imprensa pelo prefeito Mario Botion (PSD) e seu secretário da Fazenda, José Aparecido Vidotti, em valores que ultrapassam os R$ 300 milhões (em precatórios e uma dívida com o Banco Santander) e vem de 1996, soa como uma ducha de água fria às pretensões da administração pública. Uma situação que leva o município a caminhar pelo fio da navalha, mas que ao mesmo tempo não pode comprometer os ânimos do atual governo, que apesar de estar no início, não tem como fugir às suas responsabilidades.
Mesmo porque, se vem desde 1996 e somada à atual crise econômica que assola o país, a busca por soluções tem que se sobrepor sobre qualquer lamentação. Em entrevista à Tribuna de Limeira, publicada nesta edição, Botion afirmou que pretende cumprir seu plano de governo, proposto no período pré-eleitoral. Se vai conseguir ou não é outra história. Em tom otimista, mas não deixando de apontar o dedo às administrações anteriores à sua, que empurraram o problema – das dívidas citadas – com a barriga, o prefeito deixou um recado claro aos limeirenses, que é o potencial desenvolvimentista que o município tem e não vai deixar de buscar os investimentos necessários para que a cidade não pare.
Dizia um velho administrador público, que governar com dinheiro é fácil, mas administrar sem ele é que mostra o real valor e a competência daquele que tem nas mãos os destinos de seu povo. Comparações à parte, esse otimismo demonstrado por Botion é importante, desde que a realidade não seja relegada a segundo plano.

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