EXAMES: Ressonância tem espera de 3 meses

EXAMES: Ressonância tem espera de 3 meses

Antonio Claudio Bontorim
LIMEIRA
claudio.bontorim@tribunadelimeira.com.br

Apesar de muitos municípios estarem enfrentando problemas com falta de materiais para exames, como Campinas, por exemplo, que regularmente anuncia suspensão desses procedimentos, Limeira não corre esse risco. Pelo o menos é o que garante a Secretaria da Saúde, que foi questionada pela Tribuna de Limeira. Hoje, a cidade disponibiliza, através do SUS (Sistema Único de Saúde), além dos exames laboratoriais e radiológicos, 21 outros exames, inclusive os de alta complexidade. Entre eles estão, ultrassonografia, tomografia, densitometria, cateterismo, arteriografias, biopsia, mamografia, eco doppler transtorácico, teste ergométrico, ultrassom doppler, colonoscopia, retossigmoidectomia, eletroneuromiografia, estudo urodinâmico, ressonância magnética nuclear, CPRE (colangiopancreatografia retrógrada endoscópica), cintilografia, OCT (tomografia de coerência óptica), microscopia visão subnormal, retinografia.
Segundo o secretário da Saúde, Gerson Hansen Martins, hoje há um tempo de espera para a realização de alguns exames, como o ultrassom, que é de um a dois meses. “Mas essa situação é muito variável de um tipo para o outro. Apenas o (exame) de ressonância magnética nuclear é o mais demorado, com um tempo de espera girando em torno de três meses, dependendo do local e sua prioridade, conforme a solicitação médica e o CID (Código Internacional de Doenças) da patologia”, disse. Os laboratoriais, de acordo com ele, não teriam fila nenhuma. Outro dado sobre os exames é que houve um pequeno crescimento no mês a mês, comparando-se 2016 com este ano, mas também houve decréscimo. “Nos meses de janeiro, fevereiro e abril, o número de exames teve um ligeiro aumento e, entre março, maio e junho, eles caíram”, informou a Secretaria da Saúde.
O secretário citou também que essa demora vem desde a administração passada, que teria abandonado os protocolos de procedimentos e deixado 8 mil exames sem serem feitos, o que foi herdado pela gestão atual, por isso, o número alto de procedimentos realizados mensalmente. “E esses protocolos são importantes, porque cada exame requer um protocolo conforme sua necessidade e urgência e isso não era mais feito. A situação econômica do país também agravou o quadro, uma vez que muita gente deixou os planos particulares para migrar para a rede pública”, disse Hansen Martins. Hoje, Limeira tem um gasto anual de R$ 7 milhões com esses exames, entre os realizados na rede e os comprados de outras instituições.

SOBE E DESCE
A pedido da Tribuna, a Secretaria da Saúde fez um levantamento comparativo no ano a ano (2016 e 2017), de janeiro a junho. Na comparação entre os meses de janeiro de 2016 e janeiro deste ano, o aumento foi de 13,3%, de 98.192 exames, para 111.266. Um aumento também foi registrado em fevereiro, da ordem de 9,1%. Em fevereiro do ano passado foram 109.889 exames, contra 119.937 neste ano. Já em março, ocorreu uma queda de um ano para outro. Em 2016 foram 109.103 exames no mês, contra 105.281 neste ano, queda de 3,5%. Em abril voltou a crescer, indo de 105.714, em 2016, para 110.029 neste ano, um aumento de 4%.
Novas quedas foram registradas em maio e junho. Em maio do ano passado foram 113.249 exames realizados, contra 107.489 neste ano (-5%) e, em junho, 106.232 exames realizados em 2016, contra 97.063, em 2017 (-8,6%).

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