BOLSA FAMÍLIA: Limeira mantém média de beneficiados

BOLSA FAMÍLIA: Limeira mantém média de beneficiados

Antonio Claudio Bontorim
LIMEIRA
claudio.bontorim@tribunadelimeira.com.br

Mesmo com a mudança de governo, do PT de Lula e Dilma, o criador do Bolsa Família, para o PMDB, de Michel Temer (vice de Dilma), o número de beneficiários do programa, em Limeira, manteve a média. A pedido da Tribuna de Limeira, o Ceprosom (Centro de Promoção Social Municipal) fez um levantamento nos últimos três anos de cada um dos mandatos para um comparativo com a situação atual. Foram analisados dados do final de 2010 (último ano do governo Lula), maio de 2016 (após o afastamento de Dilma, antes da votação do impeachment) e até o mês de julho deste ano (primeiro do governo Temer). De acordo com o diretor de Vigilância Socioassistencial, José Paulo Correia de Menezes, o benefício representa, hoje, R$ 2,42 milhões de injeção mensal à economia do município.
Segundo ele, em dezembro de 2010, 9.472 famílias eram beneficiadas pelo Bolsa Família. Já em maio de 2016, esse número subiu para 10.770, um aumento de 13,7%. Em julho deste ano, esse número oscilou para baixo, encerrando o mês com 10.280 famílias beneficiadas, queda de 4,5%.  De acordo com a autarquia, esses números estão dentro de uma certa estabilidade e não representam nem crescimento e nem queda dos beneficiários do programa no município. Ainda de acordo com o Ceprosom, os critérios para a seleção para o Bolsa Família continuam os mesmos, ou seja, famílias com renda por pessoa de até R$ 85 mensais ou famílias com renda entre R$ 85,01 e R$ 170 mensais, desde que tenham crianças ou adolescentes de 0 a 17 anos. Hoje, a média paga em Limeira é de R$ 203 por família.
Questionado sobre a estabilidade do programa no município, o Ceprosom respondeu à Tribuna que não houve queda no número de beneficiados pelo Bolsa Família. “A média se mantém desde o início, porém, outra situação foi sentida, ou seja, o número de pessoas inscritas no CadÚnico (Cadastro Único), que é utilizado também no programa, aumentou”, explicou José Paulo Correia de Menezes.
Ainda segundo ele, o CadÚnico hoje é um cadastro obrigatório não só para o Bolsa Família, mas para todos que são atendidos pelos programas sociais do governo federal que ainda tem o Minha Casa, Minha Vida e o BPC (Benefício Previsto em Constituição), que repassa um salário mínimo (R$ 937) a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda no município.

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