Seis meses se foram

Seis meses se foram

O primeiro semestre terminou e o tradicional balanço dos primeiros seis meses de governo, muito utilizado pelos novos administradores que chegam a primeiro mandato, desta vez não esteve na pauta da administração de Mario Botion (PSD). Pelo menos não foi anunciado e muito menos houve qualquer esboço de coletiva para tratar do assunto. Mais que um efeito de marketing pessoal e político, e de prática duvidosa, ela consiste, justamente, no fato de não ser relevante como possa parecer, mas um caminho que muitas vezes não leva a lugar nenhum. Apenas mostra que 1/8 do governo já foi embora. E que o leite derramado não retorna ao litro.
Ao longo desses seis meses, e uma marca importante de sua administração, Botion reinaugurou uma prática que foi totalmente esquecida pela administração anterior, de Paulo Hadich (PSB): o hábito das entrevistas coletivas no Gabinete, que são um elo entre o governo e a opinião pública, utilizando-se dos meios de comunicação como ferramenta. E, acima de tudo, um bom indício de que a transparência possa ter voltado à administração pública municipal, depois de anos apenas tratada através de releases, mas sem abrir espaço para questionamentos.  A comunicação, às vezes, também falha.
Mesmo porque, com o imbróglio do transporte coletivo, que o antecessor deixou cair em seu colo e com todos os requintes do “toma lá e resolva”, não haja mesmo motivo para comemoração alguma. Também parece que não há que lamentar, porque em nenhum momento Botion posou como vítima, embora alguns de seus secretários façam uso do conhecido “herdamos da administração anterior”. Se a administração não caminha como ele gostaria, também não há focos de resistência que impeçam essa caminhada. O controle, ao que tudo indica, ainda não fugiu de suas mãos. A conferir.

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