RESIDENCIAL RUBI: Atrasos viram drama para sorteados

RESIDENCIAL RUBI: Atrasos viram drama para sorteados

Os atrasos na entrega do Residencial Rubi transformaram a vida de contemplados que aguardam a liberação dos apartamentos em um drama. A Tribuna ouviu relatos de pessoas que têm passado dificuldades financeiras por não conseguir mais pagar o aluguel. Anunciado no início de 2015 no governo Paulo Hadich (PSB), o conjunto de moradias populares com três condomínios de 15 blocos e cerca de 900 apartamentos tinha previsão de ser entregue em maio do ano passado. Após essa data foram, pelo menos, mais quatro adiamentos (setembro de 2016, dezembro de 2016, maio de 2017 e, agora, o segundo semestre deste ano – sem data específica).
Uma operadora de caixa, 41, que desempregada tem atuado como doméstica, afirma estar desesperada com a demora. “Não tenho mais condições de pagar o aluguel. Se dessem, pelo menos, uma data, poderia me programar”, fala ela, que pediu para não ter o nome revelado. Ela tem uma filha de 17 anos e precisou voltar para a casa da mãe. “Não está fácil e sei de mais pessoas que estão com a situação parecida com a minha (aguardando apartamento e com dificuldades de pagar o aluguel)”, comenta.
Outra que enfrenta dificuldades para pagar o aluguel é uma desempregada, 25. Mãe de dois filhos pequenos, ela afirma estar desesperada. “Minha situação está complicadíssima. No mês passado recebi uma mensagem (por celular) da síndica, que afirmava que as obras seriam finalizadas em agosto, mas não acredito”, lamenta. Segundo a mulher, que também pediu anonimato, ela pagava R$ 550 de aluguel antes de se mudar. “Pago o aluguel, aí tem a energia e a água e não sobra nada”, relata.
Conforme mostrou a Tribuna, em março, o prefeito Mario Botion (PSD) informou, em coletiva, que as chaves dos apartamentos só devem ser liberadas no segundo semestre deste ano, sem dar uma data específica.
Na ocasião, representantes da Caixa Econômica Federal, Elektro e Odebrecht Ambiental (hoje BRK Ambiental) afirmaram que problemas ocorridos em 2016 estariam sendo resolvidos e que obras de infraestrutura no loteamento (ruas, galerias de água e energia elétrica) estariam sendo finalizadas.
Com 17.560 inscritos no Cadastro da Habitação, o déficit habitacional em Limeira hoje é de 9.051 pessoas, segundo informou a prefeitura, através de nota enviada pela Secretaria de Comunicação Social.

Ex-vice-prefeito, Lima rebate Mario Botion

Ex-vice-prefeito Antonio Carlos Lima (PT) rebateu as afirmações do prefeito Mario Botion (PSD), que acusou o governo Paulo Hadich (PSB) de antecipar etapas das obras do Rubi de maneira eleitoreira. “Criou-se uma expectativa errada, equivocada e até enganosa, porque os prazos não seriam cumpridos”, falou Botion no programa Ideias em Debate, da TV Jornal de Limeira.
“Deixamos o governo com 94% das obras concluídas e até agora nada foi feito neste governo. Os prédios não foram entregues até por inércia deste governo, que não faz gestão entre a Caixa e o Ministério das Cidades”, disse Lima.

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