RESIDENCIAIS: Em 10 anos, Limeira tem 36 loteamentos aprovados

RESIDENCIAIS: Em 10 anos, Limeira tem 36 loteamentos aprovados

Danilo Janine
Limeira
danilo.janine@tribunadelimeira.com.br

Com 36 loteamentos residenciais aprovados de 2006 a 2016, Limeira fica a frente de municípios da região como Americana, com 22, e Santa Bárbara D’Oeste, 16 – seis nos últimos quatro anos –, no total de empreendimentos aprovados no mesmo período. Levantamento feito em algumas cidades pela Tribuna só levou em consideração empreendimentos para a venda de terrenos.  Prédios de apartamentos e condomínios com imóveis iguais e padronizados não foram contabilizados.
Depois de ter apenas um conjunto de lotes residenciais aprovados em 2006, a cidade viveu um boom imobiliário com um “recorde” de condomínios aprovados em 2008 e 2011 (seis cada ano). A década ainda teve 2007, com três loteamentos aprovados; 2009, quatro; 2010, cinco; 2011, seis; 2012, quatro; 2013, um; 2014, um; 2015; quatro e 2016, um.
Secretário de Urbanismo, Matias Razzo concorda que Limeira tem um grande número de loteamentos, se comparada com municípios da região. “Acho que a localização e um parque industrial forte, apesar de alguns dizerem ao contrário, ajudam (no número de loteamentos aprovados)”, opina. “Ninguém faz lote se não tiver comprador”, completa.
Na região, a vizinha Piracicaba está à frente de Limeira com 79 empreendimentos aprovados de 2006 a 2016.

PREÇO
Um corretor imobiliário ouvido pela Tribuna também reconhece o alto número de novos loteamentos na cidade, mas lamenta o fato do preço do terreno em Limeira, em alguns casos, ser muito maior do que nas vizinhas. “É algo que precisa ser repensado. Há valores muito acima do mercado aqui”, cita ele, que pediu para não ter o nome revelado. “Há casos, principalmente em loteamentos fechados de alto padrão, que os valores cobrados, guardadas as proporções, pelo metro quadrado do terreno pode ser comparado ao de grandes centros, como Campinas e a grande São Paulo”, completa.
A reportagem também questionou as prefeituras de Rio Claro e Araras, que não souberam informar quantos loteamentos residenciais foram aprovados em seus respectivos municípios de 2006 a 2016.

Regras e prazos

Secretário de Urbanismo, Matias Razzo explica que a maioria dos loteadores que procura a prefeitura já vem com parceiro (construtora). “É importante explicar que é a prefeitura que dará os parâmetros do que precisará ser feito. Aqueles que vêm com um projeto já pronto, provavelmente precisarão fazer algum tipo de alteração”, orienta.
Razzo cita que, independente de o loteamento ser de alto padrão ou popular, fica difícil dar um prazo para liberação. “Cada caso é diferente. Pode levar um, dois ou 10 anos”, fala.

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