Egos inflados

Egos inflados

A pequena participação no protesto de sexta-feira, 30, contra as reformas da Previdência e Trabalhista de Michel Temer (PMDB) em Limeira é um sinal de que alguns sindicatos precisam rever alguns pontos em sua atuação. Fundamentais na luta pelos direitos dos trabalhadores, estas instituições, que em abril passado deixaram bandeiras e ideologias de lado para marcharem juntos na luta contra as medidas do presidente Temer, dão um passo atrás ao não se unirem mais uma vez no novo protesto.
Conforme mostrou a Tribuna em sua última edição, com argumentos de participação em São Paulo, atendendo o chamado da CUT, como fez a Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial de São Paulo), discussões com a prefeitura sobre a reposição do dia parado dos trabalhadores que atuaram no protesto de abril, como alegou o Sindsel (Sindicato dos Funcionários e dos Servidores Públicos Municipais de Limeira), ou simplesmente a decisão de não participar do ato, apesar de parar as atividades, como foi o caso do Sindttrul (Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Urbano de Limeira), estes grupos – fortes – ficaram de fora do ato que fechou o mês de junho.
Nestes casos, o argumento mais válido (talvez o único) foi o do Sindsel, que mostrou preocupação com eventuais descontos no salário de sua categoria. Por mais que Apeoesp e Sindttrul tenham seus motivos para a não participação no ato em Limeira, a união neste momento, que traria para mais próximo do trabalhador uma importante discussão acompanhada, muitas vezes, exclusivamente, através da imprensa, poderia ser uma grande arma na luta contra as reformas. Mais do que os trabalhadores, quem perdeu desta vez foram os sindicatos.

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