O descaso com a saúde

O descaso com a saúde

A dívida de R$ 10 milhões da Sociedade Operária Humanitária, parcelada até 2024, segundo informou esta Tribuna na semana que passou, não é uma exclusividade do hospital localizado no Jardim Nova Itália, e sim uma realidade de várias instituições de saúde filantrópicas do país. Ainda em Limeira, conforme também já tinha mostrado a Tribuna, a própria Santa Casa luta para pagar uma dívida de aproximadamente R$ 33 milhões, parcelada até 2027. O total devido pelo hospital da Vila Cláudia já chegou a ser de R$ 37 milhões.
As dívidas destas instituições – privadas e que atendem pacientes dos SUS (Sistema Único de Saúde), cuja tabela de serviços paga pelo Ministério da Saúde não é corrigida há quase uma década – é mais uma prova do já conhecido descaso do Poder Público para com a saúde.
Em Limeira, esse descaso se torna ainda mais evidente. Sem um hospital municipal, estadual ou federal, se instituições como a Santa Casa e a Humanitária não realizassem atendimentos via SUS, a população que não conta com plano de saúde precisaria recorrer a outros municípios.
Ao mesmo tempo que o SUS – perfeito em sua essência, mas com falhas graves na prática – serve de modelo para ações voltadas à saúde pública em outros países, como foi o caso do Obamacare – “Lei de Proteção e Cuidado Acessível ao Paciente” (PPACA, na sigla sem inglês), que tem o objetivo de ampliar o acesso de cidadãos dos Estados Unidos à cobertura de saúde naquele país, onde, não há um sistema de saúde pública – as ações de política pública (e, principalmente, dos políticos) voltadas à saúde no país são lamentáveis.

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