HUMANITÁRIA: Dívida chega a R$ 10 milhões

HUMANITÁRIA: Dívida chega a R$ 10 milhões

Cerca de R$ 10 milhões, a maior parte concentrada nos setores financeiros bancários e encargos tributários. Este é, hoje, o valor da dívida da Sociedade Operária Humanitária, informado pela diretoria do hospital, a pedido da Tribuna. Conforme nota enviada pela instituição, “a dívida se encontra parcelada entre os anos de 2022 a 2024”. Ainda conforme a diretoria da Humanitária, que se reuniu na última quarta-feira, 7, “a entidade tem planos de ampliar parcerias com outras unidades médico-hospitalares, bem como com o Poder Público”.
Novamente segundo a nota, o hospital não recebe subvenção, sendo que a maior fonte de arrecadação da entidade vem do Poder Público, executada através de convênios para a prestação de serviços médico-hospitalares via SUS (Sistema Único de Saúde).
Conforme mostrou a Tribuna, recentemente, o hospital esteve envolvido em uma polêmica, ao anunciar uma possível suspensão dos serviços da maternidade e pediatria, por falta de repasses da prefeitura, problema que foi solucionado, com a mediação do MP (Ministério Público). Para esses serviços e outros convênios, inclusive para leitos destinados a dependentes químicos, a prefeitura repassa uma verba mensal de R$ 327.076,07, sendo outro montante, R$ 573.744,46, vindo do governo federal, totalizando R$ 900.820,53.

EQUIPAMENTOS
Além desses valores, a diretoria da Humanitária destacou a participação do deputado federal Miguel Lombardi (PR), que através de dois convênios, referentes a emendas parlamentares, onde foram repassados R$ 600 mil entre 2016 e o início deste ano. O montante foi destinado exclusivamente para aquisição de equipamentos. “E mais R$ 300 mil, que ainda não foram empenhados, referentes a custeio, visando a melhoria nos nossos atendimentos”, informou em nota.
Outra fonte constante de recursos, segundo a instituição, vem do Instituto João e Belinha Ometto, cuja colaboração resulta na doação de recursos financeiros também para aquisição de equipamentos.

FILANTRÓPICAS
A situação financeira das entidades filantrópicas, conforme revelou à Tribuna a diretoria do hospital, ainda é preocupante, principalmente, porque os atendimentos via SUS vêm crescendo. “Tudo isso, diante da situação que o país vem atravessando, principalmente, com o desemprego, fez com que muitos que tinham planos de saúde acabassem migrando para o SUS, que não corrige sua tabela há uma década, o que impede seus administradores de se empenharem a conseguir fundos para a subsistência desses hospitais , preocupa”, finalizou a nota.
Recentemente, a Tribuna trouxe matéria sobre a Santa Casa, cuja dívida chegou a cerca de R$ 37 milhões e também foi parcelada, mostrando as dificuldades de sobrevivência dos hospitais filantrópicos, que hoje são os principais responsáveis justamente pelo atendimento ao SUS na cidade.

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