Antonio Claudio Bontorim
Danilo Janine
LIMEIRA
redacao@tribunadelimeira.com.br

Mais trabalho
Agora é oficial. Os vereadores de Limeira terão aumento na jornada de trabalho em duas horas nas sessões, passando de quatro para seis. É que foi aprovado o projeto de resolução da Mesa Diretoria, que determina o início das sessões às 16h e não mais às 18h.

Vai falar menos
Os vereadores terão que se adaptar aos dez minutos para discussão de vetos, projetos, pareceres, redação final e requerimentos. Antes, o tempo era de 15 ou 20 minutos.

O censor revive
O projeto Escola Sem Partido, do vereador Clayton Silva (PSC) passou apertado na CCJR (Comissão de Constituição e Justiça e Redação) da Câmara, por 3 votos a 2. Agora vai a discussão e votação, mesmo com o STF (Superior Tribunal Federal) tendo se manifestado pela inconstitucionalidade dessa ação.

Tempos obscuros
A censura prévia sendo ressuscitada em plena democracia. Votaram pelo sim na CCJR, Lemão da Jeová Rafá (PSC), Jorge de Freitas (PEN) e Marco Xavier (PSB). Devem ser especialistas em educação, assim como o autor da proposta.

Vergonha
Vice-presidente da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), Fábio de Moraes, chamou de “vergonhosa” a decisão da CCJR e afirmou que o projeto é inconstitucional.

Da Câmara à Justiça
O sindicalista afirmou ainda que, caso o projeto seja aprovado, a Apeoesp entrará com uma ação direta de inconstitucionalidade no STF e o departamento jurídico da entidade já estuda a possibilidade de impetrar um Mandado de Segurança na Justiça para impedir a votação.

Gritos e ofensas
Aliás, o clima esquentou na sessão de segunda-feira, 5, devido a moção de protesto de Clayton Silva ao governador Geraldo Alckmin, para que revogue a decisão de regulamentar o uso de banheiros por identidade de gênero nas escolas do Estado.

Educação de família
Clayton Silva afirmou ser “ridículo concordar com isso” e disse que seu filho jamais seria homossexual, “pois está ensinando ele moralmente”.

Cidadãos insuportáveis
Lemão da Jeová, outro que defendeu a moção de Clayton, chamou de insuportável as pessoas que usam a Tribuna Livre da Câmara. “Gente esgoelando”, que eles, vereadores, são obrigados a ouvir.

De volta a Guerra Fria
O tucano Anderson Pereira deve pensar que ainda está nos anos 1980, quando chamou a militante do PSOL Livia Lazaneo de comunista e afirmou não temer suas ideologias.

Vereador corajoso
Lemão da Jeová também afirmou não ter medo de quem vai à Câmara protestar, que foi eleito por ter tido votos suficientes e que Livia não tinha sido capaz disso. Só para constar, Lemão, eleito, teve 2.156 votos. Clayton, eleito, teve 755, e Livia, não eleita, 942.

Sensatos
Em meio a discursos de ódio e preconceito, as vereadoras Carolina Pontes (PSDB), Érika Tank (PR) e Dra. Mayra (PPS), além de Pastor Nilton (PRB), mostraram lucidez e coerência em seus comentários.

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