Preservar para progredir

Preservar para progredir

Limeira não tem nenhum imóvel histórico tombado. É fato. Um, em processo de tombamento, que se arrasta desde que foi alvo de um incêndio no Centro da cidade – assim como outros que já deveriam estar em processo (de tombamento) – e muitos deixados apodrecendo ao sol, chuva, ventos e tempo cronológico, como é o caso dos casarões da baixada da antiga Estação Ferroviária, que tiveram sua demolição autorizada pela Justiça. Com isso vai se perdendo o patrimônio histórico e arquitetônico do município, que representa sua vida passada, presente e deve ser pensada no futuro também. Não se preserva para manter o velho, o antigo, ignorando o desenvolvimento e a evolução de uma sociedade, mas para que esse desenvolvimento possa ter uma história que respeite a importância dela própria.
Mais um desses imóveis, como mostrou a Tribuna de Limeira em sua edição passada, sofre com essa falta de ação e vontade política e corre sérios riscos de também sucumbir ao tempo, ao chegar aos seus noventa anos, como marco da imigração italiana em Limeira. Trata-se da Capela de Santa Cruz do Cubatão, fechada há mais de cinco anos e que sofre com infiltrações, está com o teto comprometido e pode até desabar, conforme revelou esta Tribuna. Nestes casos, a agilidade do Poder Público é o que interessa, no sentido de atuar para que o tombamento se torne uma realidade, antes que o desmoronamento faça a igreja tombar ao chão. O progresso é, sim, compatível com a preservação histórica e arquitetônica de qualquer sociedade. E o segundo não é empecilho ao primeiro. A convivência entre ambos – progresso e preservação – é que sustenta os pilares de um povo civilizado.

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *

You may use these HTML tags and attributes: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>

*